וואלהארצות הברית: "יותר ממיליארד חביות נפט גולמי עברו דרך מצר הורמוז"CNN Türk19 EYLÜL GÜNÜN MAÇLARI: Bugün kimin maçı var, hangi kanalda? Bugünkü maç programı…ESPN DeportesBarcelona: tres bajas en la convocatoria para viajar a SevillaESPNOregon wins in 84-0 rout despite missing 2 key players on offenseThe Jerusalem Post'I am pro-Abraham': Meet the unlikely allies risking everything for peace with IsraelRTP DesportoFC Porto chama Froholdt, Samu e Pietu-ze-vski para o clássico com o BenficaBollywood HungamaRambola: Mahaveer Jain and Amit Upadhyay pledge 100% of personal earnings and savings from Tulsidas film to Seva projectsBBC NewsCNN, MS NOW and Politico say reporters denied White House access after Trump banned some media outletsPunchEPL: Tottenham score first goals of season but lose 3-2 to VillaDigital SpyEmmerdale reveals first look at Dawn's funeral as Joe and Graham hide a secretPremium TimesWhy sharing my November 18 birthday with Rudeboy became difficult — Mr PRai NewsRitrovate le sorelle di 12 e 8 anni scomparse a San Cataldo: stanno bene
The Daily Newsstand · Free, Always
Saturday, September 19, 2026

Passos exige um Montenegro "à altura da tradição do PSD"

Translate

Pedro Passos Coelho tinha saído de um diálogo sobre a fé, no sentido religioso, no Lumiar, quando foi desafiado por jornalistas a falar sobre a fé, no sentido menos térreo, que tem no atual Governo. O antigo primeiro-ministro voltou a enviar recados a Luís Montenegro ao criticar de forma velada que o Governo se concentre mais nas medidas do “dia-a-dia” — como a descida do IRS ou o bónus aos pensionistas — e “pense pouco” no futuro. Passos Coelho gostava que o Governo “ousasse mais” em reformas e que Montenegro “estivesse à altura da tradição do PSD” nessa matéria. O antigo primeiro-ministro afasta ainda promover ou vir a fazer política noutro partido: “Eu sou do PSD“.

Passos Coelho — nessas declarações à saída do eventoa três órgãos de comunicação, um deles o Observador — não quis avaliar especificamente as medidas anunciadas por Luís Montenegro numa comunicação ao País na quinta-feira, mas lembrou que “o primeiro-ministro anunciou um conjunto de medidas que já tinha anunciado antes, que não teriam uma grande novidade”. Sobre o mérito das mesmas o antigo governante começa por dizer: “Não sou comentador”. Puxa, no entanto, da legitimidade de ter liderado o partido e o País para dizer algo mais: “Sou do PSD e fico sempre muito contente quando o PSD faz bom serviço e as coisas correm bem e preocupado quando, às vezes, nem tanto.”

O antigo primeiro-ministro faz questão de manter a pressão alta ao partido, dizendo que o PSD tem a “responsabilidade maior” de resolver os problemas do País por estar no Governo. Passos Coelho diz que o Governo tem ir “dando razões aos portugueses par aque eles acreditem que o Governo gere não apenas bem o dia-a-dia, isso é sempre importante, mas, sobretudo, o futuro.”

O antigo governante admite que é preciso um fazer um”equilíbrio” entre o que é do dia-dia, mas avisa que “o futuro sempre chega e, quando pensamos pouco nele, depois, às vezes, não gostamos daquilo que temos e já é tarde para alterar.” É neste contexto que o antigo primeiro-ministro enquadra as suas “observações para estimular e incentivar a ambição do PSD em ter uma atitude reformadora, reformista, mais forte”. O antigo primeiro-ministro compreende que “as condições no Parlamento não são as melhores, porque o Governo não tem uma maioria, mas, pensando naquilo que pode ser a avaliação dos portugueses e nas condições que possa vir a adquirir no futuro, era importante que ousasse mais nessa matéria  e, portanto, oferecesse às pessoas boas razões para acreditar que se hoje não têm as condições que são necessárias para fazer as reformas  que são precisas, então, se calhar, vamos ter de lhes dar no futuro.”

Passos lamenta que “na comunicação ou na ação do Governo” este caminho não esteja “no cengtro das atenções”, daí que se sinta obrigado a fazer “essas chamadas de atenção”. O antigo primeiro-ministro é depois desafiado a comentar o trabalho do próprio chefe de Governo e confessa que sempre achou que o seu antigo líder parlamentar “iria ser” um dia líder do partido e primeiro-ministro. Coisa diferente é se tem gostado de ver o Luís trabalhar. Sobre essa avalição deixa um desejo em forma de pressão e crítica: “Espero que ele possa desempenhar a sua função à altura daquilo que é a tradição do PSD e, portanto, só posso desejar-lhe) que encontre o caminho para que as pessoas o possam valorizar e possa estar nessa tradição, que é a tradição do PSD.” Embora tenha rejeitado comentar diretamente as sondagens, Passos sugeria aqui que Montenegro precisa de seguir a tradição reformista do PSD para ser valorizado.

Passos “não se aborrece” com Beleza e rejeita criar novo partido

O antigo primeiro-ministro desvalorizou ainda os reparos que Leonor Beleza lhe deixou recentemente numa entrevista quando disse não compreender as suas mais recentes posições públicas. Passos diz que não sabe em que é que a vice-presidente “estava a pensar” quando lhe fez esses reparos, mas lembrou que ela própria tem “responsabilidades na condução política do PSD também”. Diz que respeita Beleza, mas que ela terá uma “perspetiva” em virtude de ser “vice” do PSD e acrescenta que o facto de existirem opiniões diferentes “é a coisa mais natural do mundo” e que “a gente nunca se aborrece por causa disso, era o que faltava”. Lembrou que promoveu sempre a “diversidade de pensamento” quando fazia as suas “equipas”, quer no PSD, quer no Governo.

Pedro Passos Coelho rejeitou ainda comentar a proposta do presidente da câmara de Oeiras de criar um partido entre o PS e o PSD para combater o Chega. “O doutor Isaltino que faça o que entender”, disse. E deixou claro que o seu caminho será sempre dentro do PSD: “Eu sou do PSD e, portanto, não ando em aventuras de fazer partidos nem coisas dessas, não sinto nenhuma necessidade disso,  nem de estar a estimular, nem a apoiar qualquer coisa parecida com essa.” Têm surgido nos últimos meses rumores de que Passos podia estar interessado em criar um partido, o que o próprio deixa assim, claro, de forma cristalina que não quer. Se um dia quiser voltar a ser primeiro-ministro, o que continua a não enjeitar, será sempre pelas cores do seu PSD.

View the original on Observador Desporto

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.