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Sunday, October 25, 2026

Análise: Presidente eleito terá oposição mobilizada

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Os candidatos ao Palácio do Planalto realizaram, neste sábado (24), seus últimos atos de campanha antes do segundo turno das eleições. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cumpriu sua agenda final no Rio de Janeiro, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou sua campanha em São Paulo.

Para o analista de Política da CNN Pedro Venceslau, ao CNN Eleições, as grandes mobilizações de rua observadas nos dois campos políticos indicam que, independentemente do resultado, o próximo presidente eleito encontrará uma oposição fortemente articulada.

"Seja quem for, o presidente eleito vai encontrar uma oposição mobilizada", afirmou Venceslau, acrescentando que essa oposição já começará a se articular a partir do dia 26.

Despertamento político no segundo turno

Venceslau destacou que o primeiro turno foi marcado por um desinteresse significativo da população com o processo eleitoral. Segundo ele, até a proximidade da Copa do Mundo praticamente não se falava na disputa.

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No entanto, o segundo turno provocou um notável despertar dos dois lados.

"O que a gente viu no primeiro turno foi um desinteresse muito grande da população com a eleição", disse o analista, ressaltando que as mobilizações do segundo turno foram as maiores desde a redemocratização.

Cenários para o campo derrotado

Caso a esquerda saia derrotada, Venceslau aponta que o principal desafio será encontrar uma nova liderança para substituir Lula, que precisará começar a ser construída imediatamente para ter força política nas próximas disputas eleitorais.

Questões como o papel do PSOL — que não atingiu a cláusula de barreira — e a posição do PSB, segundo maior partido de esquerda do Brasil, também deverão ser equacionadas.

Se for Flávio Bolsonaro o derrotado, o analista avalia que a direita continuará orbitando em torno do bolsonarismo, uma vez que não há outra liderança de tamanho equivalente nesse campo político.

Contudo, Venceslau destacou que novas lideranças emergiram nessa eleição, como Nikolas Ferreira (PL-MG), que foi figura-chave nacionalmente, e André Fernandes (PL-CE), determinante nas grandes mobilizações do segundo turno.

Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), reeleito no primeiro turno em São Paulo, surge como nome natural para disputar a presidência caso Flávio Bolsonaro cumpra a promessa de acabar com o instituto da reeleição.

Jorginho Melo (PL), reeleito em Santa Catarina, e Douglas Ruas (PL), no Rio de Janeiro, também foram citados como lideranças em ascensão. "A ideia, se a direita sai derrotada dessa eleição, é construir e manter esse movimento energizado", concluiu Venceslau.

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