Nora de Leonardo, Thais Gebelein faz blefaroplastia aos 43 anos; entenda quando cirurgia é indicada

Thais Gebelein, de 43 anos, compartilhou nas redes sociais os primeiros dias de recuperação após realizar uma blefaroplastia superior e inferior, correção de ptose e aplicação de laser CO₂ ao redor dos olhos. A influenciadora, esposa de Pedro Leonardo e nora do cantor Leonardo, mostrou o rosto três dias após o procedimento, com inchaço e vermelhidão na região, e contou que não sentia dor, apenas desconforto. Ao explicar por que decidiu fazer a cirurgia agora, Thais afirmou que o excesso de pele já estava incomodando e que não quis esperar até os 50 anos.
"Eu tinha um excesso de pele causado pela genética, pela bolsa que eu tirei e a inserção de ácido hialurônico e pela idade. Eu poderia esperar até os 50 anos, seria mais aceito pela sociedade, mas eu decidi fazer agora porque queria aproveitar que agora está me incomodando. Por que eu vou ficar mais 7 anos se eu poderia resolver agora?", afirmou.
Mas, afinal, o que é a blefaroplastia e quando ela pode ser indicada?
Segundo o cirurgião plástico Jairo Casali, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), a blefaroplastia é uma cirurgia que pode tratar excesso de pele, bolsas de gordura, alterações dos tecidos e sinais de envelhecimento ao redor dos olhos.
"A região dos olhos é uma das primeiras a demonstrar o envelhecimento e tem grande impacto na aparência geral do rosto, transmitindo mais cansaço, tristeza ou envelhecimento do que o paciente realmente sente", explica.
Quando deixa de ser apenas uma questão estética?
Embora seja muito associada ao rejuvenescimento facial, a blefaroplastia também pode ter indicação funcional. Nas pálpebras superiores, por exemplo, o excesso de pele pode, em determinados casos, avançar sobre o campo visual. "Alguns pacientes relatam sensação de peso nas pálpebras, necessidade constante de elevar as sobrancelhas e fadiga ocular ao longo do dia", afirma Casali.
Quando o excesso de pele interfere no campo visual, atividades cotidianas como leitura, direção e uso de computadores podem ficar prejudicadas. A avaliação médica é importante para determinar se existe, de fato, comprometimento funcional e qual tratamento é adequado.
Blefaroplastia superior e inferior são diferentes
As duas modalidades não têm exatamente a mesma finalidade. A blefaroplastia superior trata principalmente o excesso de pele das pálpebras superiores e, quando necessário, bolsas de gordura. Já a inferior pode ser indicada para tratar bolsas abaixo dos olhos, flacidez e alterações da pele da região.
Apesar de poderem ser realizadas em conjunto, isso não é obrigatório. "A indicação depende da avaliação individual e das necessidades específicas de cada paciente", explica o cirurgião.
E a ptose?
Thais também passou por correção de ptose. A condição está relacionada à queda da pálpebra superior e pode ter diferentes causas. A avaliação especializada é necessária para identificar o mecanismo envolvido e definir a abordagem adequada.
Por isso, a cirurgia para ptose não deve ser confundida simplesmente com a retirada de excesso de pele: são alterações diferentes, ainda que possam ser tratadas no mesmo procedimento em alguns pacientes.
Qual é o papel do laser CO₂?
No caso da influenciadora, o procedimento também incluiu laser CO₂ na região periocular. De acordo com Casali, o laser pode ser associado à blefaroplastia para melhorar a textura da pele, suavizar rugas finas e promover retração cutânea. A tecnologia provoca uma renovação controlada da superfície da pele e estimula a produção de colágeno.
O médico explica ainda que o laser pode ser utilizado em determinadas técnicas para realizar incisões, com coagulação dos pequenos vasos, o que pode reduzir o sangramento durante o procedimento. A indicação do laser, porém, depende das características da pele e dos objetivos do tratamento.
Existe idade certa para fazer blefaroplastia?
Não há uma idade única considerada ideal. A indicação leva em conta a anatomia, o grau de excesso de pele ou flacidez, as queixas do paciente e suas condições clínicas. Embora seja mais frequente a partir dos 40 anos, pessoas mais jovens podem apresentar bolsas ou excesso de pele por características genéticas.
"Não existe uma idade ideal. A indicação é baseada nas características anatômicas e nas queixas de cada paciente", afirma Casali.
Antes da cirurgia, também devem ser avaliadas condições oftalmológicas e clínicas que possam interferir na segurança ou no resultado do procedimento.
Como é o pós-operatório?
Inchaço e pequenos hematomas são comuns nos primeiros dias após a cirurgia. No período inicial, o paciente costuma ser orientado a fazer repouso relativo, utilizar compressas frias, seguir corretamente as medicações prescritas, evitar atividades físicas intensas e proteger a região da exposição solar.
Segundo Casali, muitos pacientes retornam às atividades habituais em aproximadamente uma semana, mas a recuperação varia de acordo com cada pessoa e com os procedimentos realizados.
O resultado também é progressivo. Apesar de mudanças poderem ser percebidas nas primeiras semanas, o resultado definitivo costuma ser avaliado entre três e seis meses, quando o processo de cicatrização e acomodação dos tecidos está mais avançado.
Na pálpebra superior, a cicatriz costuma ficar posicionada no sulco natural da pálpebra. Na inferior, pode ser feita logo abaixo dos cílios ou pela parte interna da pálpebra, pela técnica transconjuntival, conforme a indicação.
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