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Monday, August 17, 2026

Tribunal avalia deportação de ativistas russos pró-Ucrânia

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Em 2022, Nikita Belov e a sua mãe, Olga, viram-se obrigados a fugir do país natal, a Rússia, e a procurar uma nova casa na Finlândia, depois de terem chamado a atenção das autoridades por se oporem à invasão da Ucrânia. Agora, quatro anos depois, lutam em tribunal para evitarem a deportação e o regresso a território russo — e acabam de ganhar um recurso judicial nesse sentido.

A história, contada pelo The Guardian, começa com a decisão de Vladimir Putin de invadir o país vizinho. Nessa altura, mãe e filho começaram a expressar a sua oposição à guerra, tendo Nikita, um jovem de 25 anos, deixado o seu emprego como engenheiro num instituto em Moscovo, especializado na investigação em tecnologia metalúrgica, ao perceber que os frutos do seu trabalho seriam usados para o esforço de guerra russo. 

Depois de fugirem para a Finlândia, e tendo já recebido ameaças das autoridades russas, que os tentavam localizar, Nikita e Olga, que tem 55 anos e trabalhava como enfermeira, continuaram a expressar o seu apoio à Ucrânia, enviando ajuda humanitária e ajuda para o exército ucraniano.

Mas desde então a família tem-se encontrado em risco permanente de ser deportada, uma vez que nunca lhe chegou a ser concedido asilo, apesar do risco, como recorda o jornal britânico, de prisão e tortura caso voltassem à Rússia. Os serviços de imigração finlandeses concluíram que Nikita e Olga não correriam um “risco real” se regressassem, tendo ambos sido detidos pelas autoridades finlandesas em abril.

Esta segunda-feira, um tribunal finlandês contrariou esta decisão, focando-se em provas como a cobertura internacional do caso — incluindo na imprensa russa — que reforçam o perigo que a família corre. Assim, validando um recurso apresentado pela família, obrigou os serviços de imigração a reconsiderar a decisão. 

Ao The Guardian, Olga disse que a nova decisão do tribunal é a primeira boa notícia que mãe e filho recebem em quatro anos, marcados por uma “incerteza constante” e “medo da deportação”. E explicou que a sua saúde se tem deteriorado durante estes anos de ansiedade e medo de um regresso forçado, considerando que continuar fora da Rússia poderá salvá-los da “morte”.

[O espião português suspeito de vender segredos à Rússia voa para Roma e as autoridades estão determinadas a apanhá-lo em flagrante a passar informações a um agente de Moscovo. “A vida dupla do espião traidor” é o novo Podcast Plus do Observador. Uma série em seis episódios, narrada pelo ator Ivo Canelas, com banda sonora original de Júlio Resende. Pode ouvir aqui, no site do Observador, o terceiro episódio, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube. E pode ouvir aqui o primeiro episódio e aqui o segundo.]

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