Reação dos EUA ao 11 de setembro deu poder à China e Rússia

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Conferência de Imprensa da Rádio Observador, o espaço onde passamos em revista os destaques de imprensa nacional e internacional. Eu sou o Carlos Pedro, a edição de hoje é do jornalista Martim Madeira. Bom dia, Martim.
Bom dia.
Vamos começar com a manchete do Diário de Notícias: cerca de 70 mil alunos podem arrancar o novo ano letivo sem todos os professores colocados.
De acordo com o levantamento de dados feito a 9 de setembro, quase 70 mil estudantes arriscaram iniciar as aulas com disciplinas sem falta, por causa de horários sem contratação de escolas que ficaram vazios, ou seja, a falta de professores. O Ministro da Educação admitiu a existência de mais de 2 mil horários por preencher, ou seja, 2 mil professores em falta. Sublinha que cerca de metade das necessidades se concentram na Grande Lisboa e na Península de Setúbal. A falta de docentes é agravada pelo ritmo de aposentações, com mais de mil professores a saírem do sistema, a reformarem-se entre setembro e outubro, que somam também cerca de 2 mil baixas médicas registadas só na última semana. Para tentar mitigar o problema, o governo promete rever o estatuto da carreira do docente e implementar, já a partir do dia 18 de setembro, colocações diárias de professores através das reservas de recrutamento.
E no Correio da Manhã, uma denúncia anônima sobre um cartel de drogas esteve na origem da investigação que desmantelou uma rede de prostituição no Elefante Branco, em Lisboa.
A carta enviada em outubro de 2021 ao Ministério Público e ao juiz Carlos Alexandre apontava o nome de perigosos traficantes de droga, mas revelava também um esquema criminoso centrado neste clube de altern. A investigação conduzida pela PSP culminou na acusação de 12 arguidos por crimes de associação criminosa, lenocínio e tráfico de pessoas para exploração sexual, estimando-se que mais de 500 mulheres tenham sido exploradas no local. O proprietário do espaço, Luís Torres, responde por total de 111 crimes num processo volumoso que conta com 43 volumes e centenas de escutas telefônicas.
O Jornal de Notícias diz que a Polícia Judiciária está a investigar um homem suspeito de atrair um rapaz de 13 anos a um motel nos arredores de Braga.
O menor conheceu o adulto através da internet e foi convencido a deslocar-se a um motel fora da cidade, com o pretexto de poderem conversar com mais privacidade. Após o encontro, o jovem teve de receber assistência médica urgente e foi transportado pela Cruz Vermelha para o Hospital de Braga. O suspeito já foi identificado pelas autoridades e encontra-se indiciado pela prática do crime de abuso sexual de menores.
Vamos à imprensa internacional. Em destaque no jornal norte-americano New York Times, J. D. Vance ouviu avaliações diretas e preocupantes de comandos militares sobre a guerra no Irão.
O vice-presidente dos Estados Unidos realizou contactos diretos com comandantes operacionais no Médio Oriente, Europa e também Ásia para obter diagnósticos sem filtro sobre a evolução do conflito. Os chefes militares alertaram para o esgotamento crítico das reservas estratégicas de mísseis e de interceptores de defesa aérea Patriot, que foram transferidos em grande quantidade para o cenário do Médio Oriente. Estes relatórios privados contrastam com as declarações públicas do presidente Donald Trump, que continua a assegurar que a guerra está ganha e nega qualquer escassez no fornecimento de armamento. É importante relembrar também que o vice-presidente norte-americano J. D. Vance era contra esta ofensiva no Irão antes dela ter começado e também o New York Times indica que este artigo e estas novas informações mostram uma divisão na administração norte-americana.
E a fechar, no jornal Público e também no jornal norte-americano The Wall Street Journal, está uma análise dos 25 anos após o 11 de setembro.
Uma análise que indica que uma resposta militar norte-americana acabou por desviar a atenção de Washington e favorecer a ascensão da China e da Rússia. Analistas e ex-responsáveis de inteligência concluem que os bilhões de dólares e os recursos investidos na chamada guerra ao terrorismo, ao terror, deixaram os Estados Unidos sem capacidade para conter outras ameaças globais. Enquanto Washington se focava no Médio Oriente, a China aproveitou a integração no comércio mundial para se transformar numa potência econômica e militarizar a presença no Pacífico. Ao mesmo tempo também, a falta de foco estratégico do Ocidente facilitou a postura agressiva de Moscovo, que culminou nas invasões da Geórgia, da Crimeia e no conflito agora em larga escala na Ucrânia. É a análise destes dois jornais, do Wall Street Journal e do Público, ao 11 de setembro, numa altura em que faz 25 anos, é o 25º aniversário desta tragédia que destruiu o World Trade Center e também as Torres Gêmeas e que foi uma tragédia no panorama norte-americano e no mundial.
Os destaques de imprensa nacional e internacional, hoje com o Martim Madeira. A Conferência de Imprensa está de regresso na próxima semana. Já a seguir, o Vamos à Bola.
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