Freira é condenada a 20 anos por abusar de crianças surdas na Argentina

Kumiko também não poderá cuidar de menores por dez anos. Os abusos ocorreram entre 2005 e 2016 no Instituto Antonio Próvolo, que foi fechado.
Decisão reverte absolvição anterior
A freira havia sido absolvida em um primeiro julgamento sobre o caso, em 2023. A Suprema Corte de Mendoza anulou essa decisão em agosto e ordenou a realização de um novo julgamento.
Dois padres já receberam penas de prisão pelo caso do Instituto Próvolo. Em 2019, o italiano Nicola Corradi foi condenado a 42 anos, e o argentino Horacio Corbacho, a 45 anos. As penas são mais severas já impostas a padres católicos na Argentina.
Corradi morreu em 2021 enquanto cumpria prisão domiciliar. Ele já havia sido acusado de crimes semelhantes cometidos no Instituto Antonio Próvolo de Verona, na Itália. Ele não foi julgado, e o Papa Francisco, morto em 2025, foi notificado por ex-alunos surdos da instituição de que o Corradi dirigia um centro semelhante na Argentina. Embora o Vaticano tivesse iniciado um processo canônico, Corradi nunca foi destituído do estado clerical.
Oscar Barrera, advogado das vítimas, afirmou que elas aprovaram o novo veredito. "As vítimas estão satisfeitas com a decisão, conseguiu-se reverter uma lamentável sentença absolutória", disse.
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