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Saturday, September 19, 2026

Pontualidade dos comboios abaixo do nível recomendado

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A pontualidade do serviço ferroviário em Portugal foi de apenas 70% na primeira metade do ano. Esta percentagem representa mais uma queda neste indicador que tem sido constante desde os níveis acima dos 90% registados até meados de 2022.

No relatório e contas do primeiro semestre, a Infraestruturas de Portugal (IP) acrescenta que a performance é ainda menos favorável — com mais atrasos — nos serviços de médio e longo curso, como os Alfa Pendular, intercidades, inter-regionais e regionais. Mas não adianta indicadores para estes serviços. E reconhece que a pontualidade está 7,4 pontos percentuais abaixo da meta fixada para o ano que é de 85%.

A consulta aos relatórios e contas revela que os indicadores de pontualidade estão a cair desde 2022, ano em que no primeiro semestre ainda estavam nos 90%. Os valores mais elevados de cumprimento de horários coincidem aliás com os anos da pandemia nos quais a operação ferroviária teve menor pressão de tráfego. Em 2023, a pontualidade caiu para 83% e no ano seguinte baixou para 78%, tendo fechado o ano de 2025 com o indicador de 77%. Os primeiros seis meses do ano são marcados por uma degradação mais acentuada da pontualidade.

A empresa que gere a rede ferroviária responsabiliza o “impacto significativo das limitações de velocidade e das obras em curso nos principais eixos ferroviários”. São “fatores que condicionam os tempos de percurso e reduzem a robustez da exploração, contribuindo para o agravamento dos atrasos e para um menor desempenho destes segmentos de serviço”.

A IP avisa ainda que não obstante a meta para este ano ser de 85%, “não se perspetivam melhorias para os próximos períodos quando comparadas com o valor agora apurado”. Mas aponta para medidas de correção dos atrasos. A prioridade passa pela eliminação das limitações de velocidade com maior impacto nos serviços de médio e longo curso e por um maior acompanhamento e coordenação das obras em curso, de forma a obter um planeamento mais eficiente das intervenções, minimizando os constrangimentos à operação.

Entre os investimentos que estão em curso está a substituição de travessas na linha do Norte, a estabilização de taludes na linha da Beira Baixa, colocação de barreiras de proteção à catenária na linha do Minho e a estabilização de taludes na linha do Sul.

Nos primeiros seis meses do ano foi sentida uma quebra de 3% no tráfego ferroviário, situação que a IP atribui aos efeitos da tempestade Kristin e da chuva intensa do inverno. O mau tempo levou ao encerramento parcial das linhas da Beira Baixa e do Oeste. São ainda referidos os efeitos do encerramento do troço entre Marco de Canaveses e Peso da Régua na linha do Douro devido a obras, que terão ficado concluídas em abril, e da greve geral de 3 de junho.

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