Família de garimpeiro condenado bancou Ramagem nos EUA; leia mensagens

"O garimpo geralmente é uma organização criminosa que, em regra, trabalha com os familiares. O Cataratas trabalha também nesse sentido: os filhos trabalham junto", explica o procurador Alisson Marugal, do Ministério Público Federal de Roraima.
Ele detalha que a atuação da família Martins de Mello na exploração da terra Yanomami levou não apenas à destruição de grandes partes da floresta, mas também à deterioração da vida e da saúde dos indígenas. Na época, reportagem de Sumaúma mostrou que 570 crianças indígenas morreram por doenças evitáveis entre 2018 e 2022 —também como consequência do garimpo.
"[Os garimpeiros] Destruíram os rios, corromperam os indígenas, foram fechados postos de saúde. A situação de segurança pública se deteriora rapidamente, os profissionais de saúde não vão mais às comunidades. As crianças começam a ficar doentes. Foi o caos nesse período entre 2021 e 2022", lembra o procurador.
Atualmente, o MPF em Roraima investiga um potencial genocídio do povo indígena Yanomami a partir da invasão deliberada de suas terras e a ação do garimpo entre 2021 e 2022. Ao menos 23 aeronaves foram empregadas no esquema de extração ilegal de ouro e cassiterita no território.
Meses antes de ser condenado, em fevereiro, Rodrigo Cataratas, que chegou a anunciar que concorreria ao Senado (PRD-RR), mudou-se para a Guiana, onde segue operando no garimpo. Na época, ele pagou um publieditorial no jornal Folha de Boa Vista anunciando que, "com coragem e ação", estava levando sua retroescavadeira para o país vizinho.
'Tive a honra de receber em Boa Vista'
Tanto Alexandre Ramagem como Rodrigo Martins de Mello admitem que se conhecem. Eles estiveram juntos em 31 de março de 2025, ocasião em que Cataratas postou uma imagem nas redes: "Tive a honra de receber em Boa Vista o deputado federal Alexandre Ramagem, grande aliado do presidente Jair Bolsonaro e defensor incansável da liberdade e da soberania nacional", escreveu Cataratas.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.