Pentágono corta com IA da Anthropic

O Pentágono deixou de utilizar as ferramentas de inteligência artificial (IA) da Anthropic, avançou esta segunda-feira um funcionário à BBC, meses depois de o Departamento de Defesa dos EUA ter classificado a empresa como um risco para a segurança nacional.
Em fevereiro, Pete Hegseth, secretário da Defesa dos EUA, referiu a Anthropic como um risco e anunciou que o Pentágono deixaria de usar ferramentas da empresa até ao final de agosto. Ainda assim, segundo diversas fontes ouvidas pela BBC, até à semana passada, o modelo Claude da Anthropic ainda era usado pelo departamento em pesquisas, análise e recolha de informação, bem como em operações militares contra o Irão.
A BBC contactou a Anthropic. Os seus representantes rejeitaram comentar a quebra definitiva do Pentágono com a empresa de IA. Não ficam claros os motivos pelos quais o departamento norte-americano deixou de usar a ferramenta agora.
A Anthropic era utilizada pelo Governo e pelas forças armadas dos EUA desde 2024 e foi a primeira empresa de IA avançada a ter as suas ferramentas implantadas em agências governamentais que realizam trabalhos confidenciais.
Em setembro, um investigador da Anthropic demitiu-se e lançou para o espaço público avisos sobre o potencial destrutivo da IA. “Pode matar-nos a todos até ao fim da década”, afirmou Jacob Coxon na rede social X.
I resigned from Anthropic today. I spent the last three years doing pretraining research at both OpenAI and Anthropic. Neither company is acting responsibly. They are racing straight to self-improving superintelligence and gambling with our lives. More thoughts below.
— Jacob Coxon (@hilbertspaess) September 9, 2026
Depois disso, foi a própria Anthropic a alertar potenciais investidores para a possibilidade de a tecnologia que está a desenvolver representar “riscos catastróficos ou existenciais para a humanidade”.
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