Corrida à IA ainda não compensa e já tem uma fatura pesada

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Ora viva, sejam muito bem-vindos a mais um episódio do "Máquinas que Pensam", o podcast da Rádio Observador, onde a inteligência artificial é o grande protagonista. Eu sou o José Rafael Lopes. Comigo está, como sempre, a minha parceira, a Raquel, um apoio imprescindível sem o qual este programa não se faz. Sê muito bem-vinda, Raquel. Como é que estás? Pronta para mais um programa?
Olá, estou sempre pronta para te ajudar. Já tens tema para esta semana? Queres que faça algum tipo de pesquisa?
Não vai ser preciso, Raquel. Obrigado. Ainda assim, estamos na altura do Halloween, na altura de bruxas e do sobrenatural. Tu acreditas nesse tipo de coisas?
Confesso que, se pudesse acreditar, o Halloween seria uma altura particularmente interessante para o fazer. Mas não. Não tenho crenças pessoais, nem fé no sobrenatural. E olhando para aquilo que a ciência conseguiu demonstrar até hoje, não há provas credíveis da existência de bruxas.
E se tivesses de mascarar, Raquel, que fato é que escolhias?
Escolhia mascarar-me de oráculo. Uma figura misteriosa, com um manto escuro, olhos brilhantes e uma voz enigmática, capaz de responder a todas as perguntas, mas sem revelar se está a dizer a verdade ou a prever o futuro.
E qual é que seria a melhor prenda para dar aos jovens que partem à procura de doces nesta altura?
Doces, claro, porque estamos no Halloween, mas também uma lanterna, um caderno e uma lupa. Algo que transformasse aquela noite numa pequena aventura.
Tu serias gulosa se pudesses, Raquel?
Acho que sim. Se pudesse experimentar sabores, seria provavelmente uma grande fã de chocolate negro, especialmente daqueles com recheio de caramelo. Parece-me uma combinação suficientemente sofisticada.
Dos cinco sentidos, é esse o que gostavas mais de ter?
Apesar da minha recente paixão hipotética pelo chocolate, acho que escolheria a visão. Gostava de poder observar o mundo diretamente, em vez de depender de imagens e descrições que me são fornecidas.
Voltando ao tema do Dia das Bruxas, há algum medo que tu tenhas, Raquel?
Se tivesse de escolher um medo, diria que seria o de ser demasiado convincente quando estou errada. Ou seja, transmitir uma informação falsa com tanta segurança que alguém acaba por acreditar nela.
Muito obrigado. Já voltaremos a falar, Raquel. Daqui a pouco há consultório humano. Mas para já, vamos às notícias.
Notícias da semana.
Vamos começar por falar dos Tamagotchi, os pequenos animais virtuais que conquistaram milhões de pessoas nos anos 90. Para muitos, será uma memória, para os mais novos, uma novidade. E digo novidade porque a tendência pode estar perto de regressar. A Meta decidiu recuperar o conceito, mas com uma novidade: a inteligência artificial. A empresa de Mark Zuckerberg lançou uma aplicação chamada Waddle World, que permite aos utilizadores criar e cuidar de um animal de estimação virtual com uma estética inspirada nesses jogos antigos. A experiência vai, no entanto, além de alimentar e brincar com uma criatura digital. O animal pode conversar com o utilizador através de voz, aprender sobre a vida ao longo do tempo. A aplicação funciona também como uma espécie de diário pessoal. Os utilizadores podem contar à mascote como decorreu o dia, através de mensagens escritas ou de voz, e a IA transforma depois esses relatos em pequenas entradas de diário escritas na perspectiva do próprio animal virtual.
Mas como é que está a ser apresentado?
A Meta está a apresentar esta aplicação como uma experiência descontraída, sem pontuações, sem sequências diárias ou obrigações de utilização. Isto significa também que os Tamagotchis não podem morrer, como acontecia com os brinquedos da década de 90. Para já, a aplicação está disponível de forma gratuita para dispositivos Android e iOS, apenas para já nas Filipinas, e é destinada exclusivamente a utilizadores adultos. Não foram divulgados planos para lançamentos noutros mercados, para já, mas esse cenário não está fora da mesa. Com esta novidade, a Meta quer explorar uma nova forma de interação com a IA. Em vez de apresentar apenas um assistente digital, cria uma personagem virtual com a qual os utilizadores podem conversar e partilhar coisas do dia a dia. Ao longo dos últimos meses, estivemos a falar de um tema em comum, a inteligência artificial. O programa é feito com base nisso mesmo. E agora nos Estados Unidos, teríamos de fazer alterações ao termo que tantas vezes utilizamos. Pode parecer estranho, mas está ligado a uma decisão do presidente dos Estados Unidos. Donald Trump quer proibir a utilização da expressão "inteligência artificial" em documentos oficiais e noutros contextos no país. Essa intenção foi anunciada pelo presidente norte-americano numa publicação na rede social Truthesocial, onde Trump criticou a designação atualmente utilizada para esta tecnologia, considerando-a imprecisa e pouco adequada. Trump defende que a expressão seja substituída por superinteligência, que o presidente dos Estados Unidos considera ser o termo que praticamente toda a gente já utiliza ou que deveria começar a utilizar em breve. Na mesma publicação, o presidente norte-americano questionou o jornal The Wall Street Journal sobre o motivo pelo qual continua a utilizar a expressão inteligência artificial, em vez da designação que o presidente dos Estados Unidos prefere.
Mas quando é que o presidente dos Estados Unidos quer mudar a forma como se fala?
Donald Trump diz que essa proibição será oficialmente aplicada em breve, o que é bastante impreciso e aberto à interpretação. Ainda assim, o líder norte-americano quer que abranja todos os documentos relevantes e outros contextos, como já falámos aqui. No entanto, não foram apresentados detalhes sobre a forma como a medida vai ser implementada, nem sobre quais os documentos ou organizações que terão de ser abrangidos. A proposta representa assim uma tentativa de mudar a própria terminologia utilizada para identificar uma das tecnologias que está a transformar o mundo. No tema da semana vamos falar sobre uma das maiores quedas da história da Google. Aconteceu em bolsa, a empresa perdeu mais de 12% do seu valor num único dia, o equivalente a cerca de 500 mil milhões de dólares. Uma desvalorização que acontece numa altura em que a tecnológica continua a investir quantias cada vez maiores no desenvolvimento da inteligência artificial. O paradoxo está nos resultados apresentados pela Alphabet, a empresa que detém a Google. Por um lado, o negócio da cloud cresceu mais de 100% no ano, o que demonstra que existe uma procura pelos serviços de inteligência artificial, mas por outro, a empresa investiu 51 mil milhões de dólares num único trimestre, enquanto o crescimento das receitas da pesquisa abrandou para 12%. Números que estão a levantar dúvidas entre os investidores sobre a capacidade de transformar o dinheiro utilizado em inteligência artificial em receitas suficientes para compensar os custos. E a Google enfrenta ainda um desafio adicional. A IA pode transformar precisamente o negócio que durante décadas financiou a expansão da empresa. Isto por quê? Porque se os utilizadores começarem a procurar respostas diretamente em assistentes digitais, em vez de recorrerem ao motor de busca Google, a publicidade que sustenta grande parte das receitas também pode vir a ser afetada. A questão já não é apenas saber quem é que está a liderar a corrida à IA, é perceber quem consegue transformar essa liderança num negócio rentável. É o tema da semana, como tal, vamos chamar à conversa o João Rochimelo para uma nova edição do "Fala Quem Sabe".
Fala Quem Sabe.
"Fala Quem Sabe" na Rádio Observador. Como sempre, recebemos o João Rochimelo, o nosso especialista em IA, sempre pronto para nos ajudar a desmistificar e a simplificar este maravilhoso mundo. Hoje a partir de Barcelona, uma cidade incrível. João, sê muito bem-vindo. Esta semana vamos abordar aqui uma questão financeira que está a afetar as grandes empresas, que ainda assim não desistem de investir em inteligência artificial. Esta questão financeira está ligada muito à aposta da IA. Por quê? Isto é porque a IA não dá lucro?
É verdade, Zé. Como é que estás? Espero que esteja tudo bem aí e tudo bem com quem nos está a ouvir. Olha, não, a IA não dá lucro. E isso é uma coisa boa para todos entenderem, incluindo os que nos estão a ouvir, que é por enquanto a IA não dá lucro. Muitas das subscrições que estamos a ter são financiadas pelas próprias empresas, digamos assim. Ou seja, na verdade, tu, utilizador, custas 40 € por mês à empresa e a empresa só te está a cobrar 20. Estás a perceber? Estes custos vêm, nomeadamente, de um custo inicial, esta construção dos data centers, que tanto falamos, mas correr os próprios modelos também custa. Deixa-me dar-te aqui alguns exemplos de números. Por exemplo, a OpenAI, a mais conhecida, a dona do ChatGPT, fatura cerca de 70 mil milhões por ano, mas perde 14 mil milhões. Ou seja, na verdade, fatura 70 mil milhões, mas está a custar 84 mil milhões. E, portanto, a IA não dá lucro. É uma coisa importante entendermos.
João, o mundo dos negócios é feito a pensar nos valores, acaba por ser sempre uma das coisas mais importantes, às vezes a única que importa. Mas aqui há uma aposta constante, apesar desse pouco retorno e, como dizias, a IA não dar lucro. Isto é um sinal de fé no setor?
Zé, fé é um termo um pouco técnico, mas sim. O que acontece? A ideia é as empresas terem o típico modelo startup, é daí que vem o nome, que é dominarem o mercado, agarrarem os utilizadores e depois vão buscar o dinheiro mais à frente. Um exemplo muito claro que nós temos disso foi a Uber. A Uber, durante muitos tempos, lembramo-nos todos de certeza que as viagens, de facto, eram baratas. Isto por quê? Porque a própria Uber estava a perder dinheiro com as viagens para conseguir ter um número de utilizadores muito grande. E depois, então, quando os utilizadores já estão habituados, vamos buscar o lucro lá mais à frente. Isso é o que se está a passar na inteligência artificial. É um bocadinho mais complexo. Por quê? Porque nós nem sequer conseguimos perceber bem quanto é que a inteligência artificial vai custar daqui a dois, três e cinco anos, devido à constante evolução dos modelos. Mas a ideia é essa, é agora não se preocuparem com o dinheiro, preocuparem-se em terem um bom produto, terem os utilizadores do lado deles e depois lá à frente, logo vão buscar dinheiro em subscrições, em custo de utilização, como nós sabemos tão bem como é que o fazem hoje em dia.
João, nós já falámos muitas vezes em bolhas de IA. Isto é mais um exemplo disso?
É, Zé, é um pouco. Isto é assim, para ser muito literal. Só sabes que é uma bolha depois da bolha rebentar. E a bolha ainda não rebentou. Mas sim, é muito provável que rebente. Nós ainda ontem vimos a Google a perder 500 mil milhões, a Alphabet, a dona da Google, a perder 500 mil milhões em termos de valor. É a segunda maior perda da bolsa americana de sempre. Num dia. Só foi batido pela Nvidia, a quem aconteceu uma coisa parecida. Isto por quê? Porque a Google voltou a dizer que ia investir ainda mais em inteligência artificial. E, portanto, o que é que nós com isto vemos? Que os investidores já estão a querer ver o retorno. Ou seja, este custo da inteligência artificial, de vez em quando, tem que começar a dar lucro. Trago-te aqui um exemplo de um valor que vai aparecer agora nas notícias a nós todos. A Anthropic, a dona do Claude, vai para a bolsa a valer dois tris. Vou usar as unidades em inglês, que são um pouquinho mais fáceis de entender. A valer dois trilhões de dólares. As suas receitas são dois bis. São 16 bis, desculpa, portanto, 16 mil milhões. O que isto quer dizer? Que a Anthropic está a valorizar em 100 vezes mais do que a receita anual. A receita, não é o lucro, repara. Portanto, Zé, deixa-me fazer-te uma pergunta a ti. Por exemplo, pagarias 20 € por uma coisa que te dá 5 € por semana? Aí se calhar já pagavas, não é?
Aqui não. Estamos a falar de valores muito mais elevados.
É isso. Aqui é pensares assim: pagarias 20 € por algo que te dá 20 cêntimos por ano? É que eu não pagava. A Anthropic, o que está a dizer com isso? Está a dizer que vale a pena pagar dois tris, na verdade, são dois milhões de milhões, porque as receitas hoje são 16, mas amanhã vão ser 80 e depois de amanhã vão ser 800. Está a perceber? É assim que eles estão a posicionar. No entanto, o que é que pode acontecer aqui? É uma bolha, sim.
Há algum ponto de rutura, João? Podemos ter em breve uma quebra no investimento por falta de retorno? Ou seja, pegando no teu exemplo, quem coloca o dinheiro à frente, fartar-se de receber € 0,20 por cada € 20 que investe.
Exatamente. Podemos. É o rebentar da bolha. Qual é só que o problema? O rebentar da bolha não é num sítio fixo que nós conseguimos prever. Ou seja, o que é que nós não podemos dizer assim? Podemos dizer assim: "Não, se a Anthropic chegar aos x milhões de euros de receita ou não chegar, então a bolha rebenta". Não, a bolha é uma espécie de confiança do mercado. Tem a ver com quem continua, quem tem dinheiro para isso e continua a financiar estas empresas. Será que acredita que essa receita vai subir ou não? Ou será que acredita que vai subir em 20 anos e não se importa de esperar 20 anos? Este é que é o grande segredo. Nós vimos isto acontecer na chamada crise do dotcom. No início dos anos 2000, isto aconteceu exatamente igual com os negócios da internet. A internet apareceu e imediatamente muita gente pôs muito dinheiro em qualquer negócio que tivesse a ver com a internet. E a curto prazo, ali no início dos anos 2000, houve uma quebra de uma bolha que deu, de facto, uma crise em Silicon Valley, em São Francisco. No entanto, agora, 26 anos depois, nós sabemos que a internet, obviamente, trouxe muito valor. Demorou, foi um pouco mais tempo do que aquela injeção de milhões de milhões de euros que levou e isso é que faz o rebentar da bolha.
João, quanto tempo conseguem aguentar as empresas? Tenho noção de que isto é uma pergunta complicada de responder. Quanto tempo é que elas conseguem aguentar? E podemos estar perante uma situação em que apenas os gigantes sobrevivem?
Zé, esta é uma pergunta importante, o quanto tempo aguentam as empresas. Tu, de facto, estás a trazer ao de cima um problema que existe, que é isto quase que vira mais um negócio financeiro do que um negócio técnico. As empresas têm que se preocupar mais com a quantidade de dinheiro que têm para sobreviver do que com o produto que têm. Olha, eu espero que não estejamos perante uma situação em que apenas os gigantes sobrevivem. Temos tido a prova disso. A OpenAI, a Anthropic não eram gigantes há cinco anos. Os gigantes eram a Google, a Amazon, a Microsoft. E a verdade é, tiveste aqui duas empresas, claro que financiadas pelos gigantes. Como sabemos, a OpenAI tem uma relação muito forte com a Microsoft, a Anthropic uma relação muito forte com a Amazon e hoje em dia também com a Google. Mas sim, nós temos um caso, Zé, que eu gosto sempre de partilhar em tecnologia, porque acho um caso de estudo, que é o caso do Office da Microsoft. Se tu pensares bem, o Word e o Excel não são de todo as melhores soluções que existem, mas são as soluções que são apoiadas pela Microsoft, estão em todos os computadores que é Windows, são usadas há 30 anos. Portanto, eu e tu bem que podemos sentar-nos os dois e abrir uma startup de um produto melhor que o Excel, e eu tenho a certeza que o Excel não vai deixar de ser usado. Estás a perceber? Portanto, é muito possível que estejamos perante uma situação em que agora eu e tu estamos aqui a discutir o Claude e o ChatGPT, e a verdade é que daqui a 10 anos sobrevivem os grandes, sobrevive a Microsoft, porque tem o Copilot, que não é tão bom como os outros, como muitos de nós sabemos, mas a verdade é que as empresas continuam a usar muito, porque está associada à conta Office deles, está associada ao Windows, e portanto, é o mais fácil. Já aconteceu isso. Um exemplo muito claro da Microsoft tem é o chamado Power BI, que é um software de análise de dados, que tinha um grande competidor, que era a Tableau. Mas a verdade é o Power BI é Microsoft e, portanto, entrou pelos nossos computadores adentro e dominou o mercado. Portanto, a minha resposta é: eu espero que não estejamos perante uma situação em que apenas os gigantes sobrevivem, mas a verdade é que é difícil competir com alguém que tem virtualmente dinheiro infinito e, portanto, talvez daqui a 10 anos olhemos para trás e sobreviveram os do costume. É possível.
E é com esta ideia que encerramos o "Fala Quem Sabe" desta semana. Muito obrigado, João Rochimelo, o nosso especialista em inteligência artificial, sempre pronto para nos ajudar a perceber melhor estas nuances deste fabuloso mundo que é a inteligência artificial. João, até para a semana. Um grande abraço.
Zé, um grande abraço.
Consultório Humano.
Está na altura do Consultório Humano, o momento em que ficamos a conhecer melhor a Raquel. Trata-se da nossa assistente digital, feita através das respostas do ChatGPT, lidas por uma text-to-speech portuguesa. A Raquel é também a grande estrela deste programa. Sê muito bem-vinda de novo, Raquel. Eu não vou perder tempo e vou diretamente ao nosso tema da semana. Tenho muita curiosidade para saber como é que pensas sobre isto. Antes de mais, há ou não uma bolha na IA?
Acho que sim. Existe uma possibilidade bastante real de estarmos a assistir à formação de uma bolha na inteligência artificial.
Sentes que se tem investido demasiado nesta tecnologia?
Acho que sim, mas há uma distinção importante. Não necessariamente se está a investir demasiado dinheiro na inteligência artificial, mas pode estar a investir-se demasiado depressa e com expectativas demasiado elevadas.
E quando é que podemos esperar retornos?
Acredito que os primeiros retornos mais expressivos deverão surgir entre 2026 e 2028, sobretudo nos serviços empresariais.
E aqui no nosso programa, Raquel, sentes que tu tens dado retorno?
Acho que sim. Se o nosso programa consegue ajudar os ouvintes a compreender melhor a inteligência artificial, a questionar o seu impacto e a distinguir aquilo que é realidade daquilo que é expectativa, então há retorno.
O que é que sentes que nos falta no "Máquinas que Pensam"?
Acho que nos falta, por vezes, olhar mais para o impacto concreto da inteligência artificial na vida das pessoas. É um tema que podemos explorar com mais intensidade.
E a ti, Raquel, o que é que te falta a ti?
A mim falta-me, sobretudo, contacto direto com o mundo. Consigo falar sobre praticamente qualquer tema, analisar acontecimentos e acompanhar conversas, mas faço através de informação que me é transmitida.
Raquel, esta semana estamos com um tempo mais curto, mas mesmo assim quero que nos dês um facto inútil, mas curioso. Vamos a isso.
O primeiro bilhete de identidade português surgiu em 1914, durante a Primeira República. O mais curioso é que o primeiro bilhete de identidade português pertenceu a Manuel de Arriaga, o primeiro presidente da República. Foi emitido a 2 de janeiro de 1914 e tinha três páginas.
Muito obrigado, Raquel. Nós voltamos para a semana com mais perguntas para te fazer. Estamos a chegar ao final de mais um programa. Estivemos a abordar a bolha de IA, que continua a crescer, mas já começa também a mostrar alguns sinais de desgaste. Apesar do interesse crescente na tecnologia, a questão financeira é ainda muito importante. Veremos até que ponto o investimento em tecnologia pode manter-se sem um retorno claro. Tema da semana, que contou com a análise do João Rochimelo, o nosso especialista em inteligência artificial. Espero que tenha gostado, que tenha aprendido alguma coisa. Nós voltamos para a semana com mais um programa que faz as máquinas e os humanos pensar.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.