EUA devem se preparar para lutar 'em torno da lua', diz conselheiro militar

Segundo a AP, o tenente-general Gregory Gagnon, do Comando de Forças de Combate da Força Espacial, afirmou que a expansão da atividade humana no espaço exige que os EUA estejam preparados para defender seus interesses também na região ao redor da Lua. Ele disse ainda que a inteligência americana identificou esforços de possíveis adversários para ampliar conflitos para o espaço.
A China é apontada pelos militares americanos como um dos principais potenciais adversários no espaço. O país criou em 2024 suas próprias tropas militares espaciais, voltadas ao gerenciamento de crises e ao aumento de capacidades no domínio espacial.
O anúncio sobre as armas em órbita também provocou reação chinesa. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou que Pequim defende o uso pacífico do espaço e se opõe à transformação da região em um campo de armas ou a uma corrida armamentista.
Tratado do Espaço Exterior
O Tratado do Espaço Exterior, firmado em 1967 e assinado por Estados Unidos e China, determina que a Lua e outros corpos celestes sejam usados exclusivamente para fins pacíficos. O acordo também proíbe colocar armas nucleares ou outras armas de destruição em massa em órbita e estabelece regras sobre danos provocados por objetos espaciais.
Isso não significa, porém, que todos os tipos de armas convencionais sejam proibidos no espaço. Ao longo das últimas décadas, Estados Unidos e outras potências desenvolveram tecnologias capazes de interferir ou atingir sistemas espaciais de adversários.
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