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Friday, September 18, 2026

2h. Seguro inaugura Festa do Livro no Palácio de Belém

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Duas horas. As notícias com Teresa Freire.

Boa noite. As sondagens são claras: a queda do Luís Montenegro nas intenções de voto, soprada pelos governos de Passos Coelho e pela dupla Durão Barroso/Santana Lopes. É a principal conclusão de um estudo do Observador, feito em colaboração com o economista Ricardo Reis, que analisou todas as sondagens feitas em Portugal sobre intenções de voto em eleições legislativas entre 1979 e 2026. Com base em mais de mil sondagens, é possível concluir que o PSD está em queda livre nas sondagens, 30 meses depois de iniciar o mandato. O estudo mostra que só este ano Luís Montenegro ficou em terceiro lugar em sete estudos de opinião, um cenário inédito para um primeiro-ministro em funções e, ao contrário da subida contínua dos governos de Aníbal Cavaco Silva nos anos 80, a AD não conseguiu esvaziar a oposição à direita, nem repetir uma trajetória de crescimento para a maioria absoluta aquando da reeleição. Agora, o maior risco para Luís Montenegro e para a AD não é apenas uma perda percentual, mas o fato de ter dois adversários diretos, o PS e o Chega, que têm estado muito próximos nas intenções de voto. Este é um artigo que faz manchete a esta hora no site do Observador. É assinado pelo editor-adjunto de política, Miguel Santos Carrapatoço. Vai aumentar o desconto no ISP na próxima semana. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro esta noite, que recusa trocar a política seguida pelo governo por um leilão de medidas avulsas e descoordenadas. O líder do governo falou ao país depois da reunião de Conselho de Ministros. Luís Montenegro detalhou ainda a descida do IRS e o bónus para os pensionistas e recordou os tempos de José Sócrates para dizer que não quer reeditar o passado. João Lourenço.

Depois de lembrar o suplemento extraordinário para idosos e nova descida do IRS, Luís Montenegro atacou a subida do preço do combustível.

Os descontos totais que estão hoje em vigor representam cerca de €0,23 por cada litro de combustível que é abastecido nos respectivos postos. Isso acontece esta semana e provavelmente subirá para €0,25 já na próxima semana.

De €0,23 passa para €0,25, com o primeiro-ministro a realçar que está a dar a cara perante as dificuldades dos portugueses. Apesar do prolongamento da redução do ISP até o final do ano, o chefe de governo sabe que as contas públicas devem manter-se equilibradas perante medidas avulsas.

Não contem comigo, nem com o governo, para ilusões hoje que sejam pesados preços a pagar amanhã. Neste momento difícil, aqui estou a dar a cara.

Das respostas à oposição e até a governos espalhados pela Europa, o primeiro-ministro explicou ainda o porquê de não ir mais além nestes apoios. Montenegro lembra Sócrates e diz que não quer colocar o país numa nova tragédia.

Não contam comigo, nem com este governo, para uma reedição dessa tragédia. Não troco mais cêntimos de desconto do ISP por mais impostos, por mais défice, por mais dívida que teríamos de pagar no futuro. Mas não trocamos este caminho pelo dos governos que no passado obrigaram os portugueses a subidas de impostos ou a cativações de investimentos.

Montenegro lembra o alargamento do passe ferroviário verde até aos serviços urbanos de Lisboa e Porto. Já quanto aos apoios destinados aos setores mais expostos, aos aumentos dos combustíveis, o primeiro-ministro alocou o valor até €0,10 por litro para os transportes, táxis, bombeiros e IPSS.

O jornalista é o João Lourenço, com os destaques da declaração de Luís Montenegro depois do Conselho de Ministros. A acompanhar o aumento do desconto no ISP, o governo apresentou ainda uma série de simulações das novas taxas de IRS. O primeiro escalão desce 0,3 pontos percentuais, enquanto do segundo ao quinto escalão, a descida da taxa é de 0,5 pontos. No sexto escalão, a redução é de 0,3. O executivo de Luís Montenegro fez as contas ao alívio no IRS. Hugo Fortunato Oliveira.

Mil euros de salário bruto por mês significam, no final do ano, mais €12,10 na carteira, o que mostram as simulações do governo para um trabalhador solteiro, sem dependentes. Com salário de €1500, a poupança anual sobe para €65,32. Já no caso de um solteiro, sem dependentes, que ganhe até €3500 brutos por mês, o valor poupado por ano chega aos €171,50. Nas famílias, a diferença é maior. Um casal com dois filhos com salários brutos de €2500 e €1500 terá uma poupança anual de €200,88 e se os rendimentos forem de €3700 e €2000, a poupança chega aos €292,62. Também os pensionistas entram nestas contas do governo. Para uma pensão bruta de €1000 por mês, a poupança anual é de €12,10 e para uma pensão de €3500, são mais €171,50 no final do ano.

O jornalista Hugo Fortunato Oliveira, com as simulações do governo do alívio no IRS, anunciado esta noite pelo primeiro-ministro. Já depois das declarações de Luís Montenegro, o ministro da Economia veio admitir que as medidas apresentadas não vão resolver os problemas, mas garante que vão ajudar a atenuá-los. Em entrevista à CNN, Manuel Castro Almeida antecipou preços nunca antes vistos nos combustíveis para a próxima semana, mas ainda assim insiste nas contas certas.

As medidas que o governo anunciou hoje não vão resolver o problema, vão atenuar o problema, vão diminuir o problema, que tem uma dimensão enorme De facto, o gasóleo e a gasolina vão atingir na próxima semana preços que nunca houve em Portugal. E é muito importante ter as contas equilibradas. Quem é o português que quer voltar ao passado, ao tempo dos défices orçamentais? Nós precisámos absolutamente de apagar esse tempo. Nós temos que equilibrar as nossas contas, continuar a baixar a dívida pública, porque quanto mais dívida houver, mais depois se paga em juros. Isso é dinheiro público que está a pagar esses juros. É preciso baixar a dívida pública e para isso é preciso ter as contas controladas.

O ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, em entrevista à CNN. O PS acusa Luís Montenegro de falhar, mais uma vez, a dois milhões de trabalhadores. Em entrevista ao "Não", José Luís Carneiro critica as declarações do primeiro-ministro ao país. O secretário-geral do PS acusa as medidas de serem insuficientes.

O doutor Luís Montenegro falhou mais uma vez a dois milhões de trabalhadores. Há dois milhões de trabalhadores que têm filhos, têm crianças, têm adolescentes, têm jovens e que estão fora destas medidas do IRS. Por quê? Porque já não têm rendimentos sequer para pagarem IRS. O que significa que as medidas que hoje anunciou, eu devo dizer que tive a expectativa, não apenas porque hoje de manhã também sugeri, propus, recomendei ao governo, que estava reunido em Conselho de Ministros, que pudesse adotar medidas dessa natureza. E pensei que ao querer comunicar às 8 horas da noite ao país, que pudesse trazer, de facto, medidas novas, mas fundamentalmente falou para nada dizer.

O secretário-geral do PS diz que o Estado vai acumular até o final do ano 600 milhões de euros com o aumento da carga fiscal. Sobre a sondagem da Intercampus, hoje divulgada pelo "Não", que coloca o PS à frente nas intenções de voto, Carneiro garante que não vai haver eleições em breve.

É bom saber que nós há vários meses consecutivos estamos à frente nas intenções de voto para podermos vir a servir o país, mas não vai haver eleições agora. E é muito importante que nós coloquemos esta garantia aos portugueses de que nós contribuiremos para a estabilidade política. Mas julgo que há cerca de seis meses consecutivos, o PS aparece a liderar as intenções de voto. São bons indicadores, mostra que as pessoas estão a reconciliar numa relação de confiança com o Partido Socialista, mas muito trabalho há que fazer para continuarmos a afirmar uma alternativa séria, sólida, credível.

José Luís Carneiro, esta noite em entrevista ao "Não". Já o Bloco de Esquerda acusa o primeiro-ministro de apresentar um discurso vazio de novidades. O coordenador do partido, José Manuel Pureza, reagiu à intervenção de Luís Montenegro na Moita, acrescenta que os apoios anunciados representam migalhas face à dimensão da crise económica. O Presidente da República inaugurou esta quinta-feira a Festa do Livro no Palácio de Belém e fez-se acompanhar por Marcelo Rebelo de Sousa. António José Seguro aproveitou a ideia lançada pelo antecessor e Vasco Maldonado Correia, entre sugestões literárias, o chefe de Estado deixou rasgados elogios a Marcelo Rebelo de Sousa.

Tenho uma coisa pra si. Vou falar nisso, pegue lá. É um antiestresse, leva lá, precisa?

Não, estou de férias.

Vá guarde, quando precisar.

O presente pode dar jeito para os tempos que se avizinham, mas para já impera a paz no Palácio de Belém. Enquanto o primeiro-ministro falava ao país, o presidente da República abria a Festa do Livro, uma iniciativa que começou com o antecessor, facto enaltecido por António José Seguro. Que a ideia é dele. E é justo que se reconheça esta ideia, que é uma bela ideia.

E o presidente quer que o gesto faça escola.

Houve uma pessoa próxima que disse: "Mas como é que é possível? Mas isso era do presidente Marcelo, não é ti. Por que vais continuar a fazer uma coisa que é de outro presidente?" Eu sei que há muito essa cultura, a de quem vem de novo, começa de novo. E tudo o que está feito para trás não presta. Eu não tenho essa ideia.

Seguro percorreu as bancas, que estão agora afixadas nos Jardins do Palácio, acompanhado pela ministra da Cultura, pelo consultor de Cultura, Francisco José Viegas, e por Marcelo Rebelo de Sousa. O antigo presidente tentou fugir às selfies e dar o palco ao sucessor. A bem ou a mal, Seguro vai aceitando que ser presidente também implica tirar fotografias.

Vamos tirar uma foto, por favor.

Eu tenho estado-- mas quem é que tem a fotografia?

O senhor.

Muito bem, então já está tudo preparado.

Preocupado com os hábitos de leitura da população, Seguro deixa uma sugestão.

É um livro muito simples, "A Arte de Não Ter Sempre Razão". É da Reide, da editora, é deste ano, de Martin de Rozière.

E esta tem destinatários pensados.

E é um livro que todos os opinadores deviam ler e assimilar antes de abrir a boca. É aquilo que está aqui escrito.

O recado do Presidente da República, que levou para casa dois livros, "Poesia", de Eugénio de Andrade, e "O Século dos Imbecis", de Valter Hugo Mãe. Vasco Maldonado Correia, que esteve a acompanhar a Festa do Livro no Palácio de Belém. Vamos ao desporto. Está feita história. No primeiro jogo europeu de sempre, o Torriense venceu. Triunfo na Noruega por 2 x 1 frente ao Lillestrøm, em jogo a contar para a primeira jornada da Liga Europa. A equipa do Oeste marcou aos minutos 23 e 49, com gols dos espanhóis Alejandro Alfaro e Manuel Pozo. No final da partida, o treinador da equipa do Oeste, Luís Tralhão, reconheceu as dificuldades deste jogo e mostrou-se muito orgulhoso com o feito do Torriense.

Não foi um jogo muito bonito, mas acho que foi o jogo que nós precisávamos de fazer para conseguir os três pontos. Sabíamos que o Lillestrøm é uma equipa muito forte nas bolas paradas, em organização. Nós tínhamos a estratégia bem definida. Os jogadores interpretaram à letra aquilo que foi pedido pela equipa técnica. Obviamente, sofremos, mas no fim levamos os três pontos para casa e é dar os parabéns aos jogadores. Acho que é um momento histórico para nós, treinadores, jogadores, direção, clube, a nossa cidade, os nossos adeptos e, acima de tudo, para Portugal também.

O treinador do Torriense deixou ainda uma palavra de agradecimento aos adeptos, que fizeram cerca de 3400 km, das Torres Vedras até aos arredores de Oslo. Esta vitória histórica já foi também felicitada pelo primeiro-ministro português. Luís Montenegro escreveu na conta da rede social X, disse que foi uma grande estreia e deu os parabéns pela vitória por 2 x 1 na Liga Europa. Ponto final neste jornal das 14h. A informação está de regresso às 14h30.

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