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Tuesday, October 13, 2026

Produção de petróleo no Brasil bate recorde pelo 3º mês seguido em agosto

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A produção de petróleo no Brasil atingiu o volume de 4,615 milhões de barris por dia em agosto. De acordo com dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o volume cresceu 2,6% em relação a julho e avançou 18,4% na comparação com agosto de 2025.

O resultado representa o terceiro recorde mensal consecutivo alcançado pelo País. A marca anterior havia sido registrada em julho, quando a produção chegou a 4,498 milhões de barris por dia.

O desempenho brasileiro tem sido favorecido principalmente pela expansão da atividade nos grandes campos do pré-sal. Entre os principais destaques estão Búzios e Mero, localizados na Bacia de Santos, região que concentra parte importante da produção nacional.

Além do petróleo, o Brasil também registrou crescimento na produção de gás natural. Em agosto, foram produzidos 220,55 milhões de metros cúbicos por dia, alta de 2,6% frente a julho e de 16,8% sobre o mesmo mês do ano anterior.

Petrobras e Shell ampliam produção

A expansão da produção nacional também aparece nos resultados das principais empresas que atuam no setor. Considerando a participação de cada companhia nos consórcios de exploração e produção, a Petrobras produziu 2,76 milhões de barris de petróleo por dia em agosto, aumento de 13,4% em relação a agosto de 2025.

A Shell permaneceu na segunda posição entre as maiores produtoras considerando a parcela dos consorciados. A companhia registrou produção de 403,8 mil barris por dia, crescimento de 1,7% na comparação anual.

Outro destaque foi a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), empresa que representa os interesses da União nos contratos de partilha de produção. A estatal registrou 320,59 mil barris por dia em agosto, mais que o dobro do volume produzido no mesmo mês de 2025, quando foram registrados 150,78 mil barris por dia.

Mercado internacional segue sob pressão

O novo recorde da produção brasileira ocorre em meio à instabilidade no mercado internacional de petróleo, influenciada pelas tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã. O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do comércio mundial da commodity, permanece como um dos principais pontos de atenção para o abastecimento global. Os temores de interrupções fizeram o petróleo superar US$ 100 por barril, antes de recuar para a faixa de US$ 70 a US$ 80.

No dia 30 de setembro, o Irã informou ter recebido uma resposta dos Estados Unidos a uma proposta para tentar restabelecer um cessar-fogo no Golfo Pérsico. O plano incluía a retomada de um acordo provisório, a suspensão do bloqueio aos portos iranianos e a reabertura do Estreito de Ormuz em até sete dias. Na semana anterior, mediadores do Catar haviam realizado contatos indiretos entre representantes dos dois países durante uma reunião da Organização das Nações Unidas (ONU).

Apesar de haver entendimento sobre parte das medidas necessárias para uma possível trégua, ainda existem divergências sobre a ordem de implementação das ações. A evolução das negociações e a situação do Estreito de Ormuz seguem como fatores importantes para os preços do petróleo, enquanto o Brasil mantém sua trajetória de crescimento na produção, impulsionada principalmente pelo pré-sal.

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