Embaixador dos EUA chama ataque a jornalista na Cisjordânia de 'terror'

Levine foi atacada na sexta-feira (16) durante a colheita de azeitonas na vila palestina de Abu Falah, na Cisjordânia ocupada por Israel. Ela disse que "mais de 50" colonos a derrubaram e a espancaram por mais de dez minutos, além de roubarem sua câmera, passaporte e celular. Segundo o The Independent, Levine permanece internada em Tel Aviv.

A fotojornalista sofreu fraturas nas costelas e outros ferimentos, além de passar por uma cirurgia na mão. O Washington Post, jornal para o qual ela trabalha, voltou a pedir uma investigação completa e transparente, e se declarou "indignado com esse ataque injustificado", ressaltando que a profissional estava devidamente identificada como membro da imprensa.
O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, condenou a violência contra qualquer pessoa, mas chamou o episódio de "suposta agressão". Ele afirmou que as circunstâncias do caso ainda não estão claras.
A polícia israelense abriu uma investigação sobre os incidentes. Em comunicado, o Exército israelense afirmou que interveio após receber uma denúncia sobre um "confronto violento" e confirmou que uma "jornalista ficou ferida".
Violência de colonos na Cisjordânia
A polícia israelense também investiga um ataque de colonos contra diplomatas europeus em outra vila da Cisjordânia. O cônsul-geral da Bélgica junto aos palestinos, um prefeito e diplomatas franceses, diplomatas poloneses e representantes católicos estavam entre os atacados. Um veículo belga também foi danificado.
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