O nazismo não tem lugar, nem mesmo como arte, nem como provocação

Não deveríamos torcer por seu linchamento. Mas deveríamos ter das autoridades a resposta que sua provocação precisa ter. Estão corretos os primeiros alunos que o abordaram, que se moveram para que ele deixasse a universidade e acionasse inclusive a polícia.
Em tempos radicalizados como o nosso atual, o nazismo é o tipo de coisa que só não volta se for energicamente rechaçado onde ousar se manifestar. Pouco interessa se há bandas que brincam de serem nazistas, ou quem ache que símbolos são apenas símbolos. O nazismo não tem lugar.
O nazismo, e qualquer referência a ele, consciente ou inconsciente, não merece margem de tolerância; não é liberdade individual de expressão, não é razoável em qualquer sociedade.
Será muito ruim se o nosso debate, para este caso, for sobre a suposta intolerância dentro de uma universidade, instituição que por essência contempla a diversidade de pensamento.
Em 2017, o estudante da Fundação Getulio Vargas de SP, Gustavo Metropolo, compartilhou pelo seu WhatsApp uma foto do estudante da mesma instituição, João Gilberto Lima, com a seguinte legenda: "Achei esse escravo aqui no fumódromo! Quem for o dono avisa!".
Gustavo foi suspenso, posteriormente expulso, e em 2021 condenado a 2 anos e 4 meses de prisão. É assim que tem de ser. Você não dá margem, nem uma sequer, para acreditar que nazismo, como a escravidão, é razoável e passível de interpretação.
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