Percentual de brasileiros que trabalham por conta própria no mercado formal bate recorde no país, diz IBGE

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A formalização de trabalhadores por conta própria é maior no comércio e nos serviços, e segue em patamares mais baixos na agricultura e na construção.
Percentual de brasileiros que trabalham por conta própria no mercado formal bate recorde no país, diz IBGE — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
O percentual de brasileiros que trabalham por conta própria no mercado formal bateu recorde no Brasil. Mas ainda não chega a 30%.
Natasha da Silva Gonçalves é manicure. Depois de muitos anos em salões, abriu o próprio negócio. Ela tem CNPJ como microempreendedora individual:
“Eu vi que, se eu trabalhasse para mim mesma, o meu retorno financeiro seria maior, porque eu diminuiria o custo que eu repassava para outra parte, né? E aí, lutando pelo meu próprio negócio, eu consigo ter essa liberdade de verdade com a minha vida pessoal”.
O percentual de trabalhadores por conta própria com CNPJ bateu recorde na série histórica do IBGE: passou de 15%, em 2012, para 27,1%, em 2025. E, entre aqueles com nível superior, pela primeira vez, mais da metade tinha registro formal.
Percentual de brasileiros que trabalham por conta própria no mercado formal bate recorde no país, diz IBGE — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
A pesquisa também mostra diferenças em vários setores da economia. A formalização de trabalhadores por conta própria é maior no comércio e nos serviços, e segue em patamares mais baixos na agricultura e na construção. A economista Janaína Feijó, da Fundação Getúlio Vargas, explica que a formalização está crescendo, mas ainda devagar:
“Nós temos a construção e consolidação do MEI para fomentar o combate à informalidade, que é um problema da nossa economia. Ainda hoje, a informalidade é muito elevada, e temos mudanças nas modalidades de emprego. Hoje, muitas empresas e até mesmo os trabalhadores têm buscado ir para o MEI, ter seu cadastro no CNPJ e sair daquele vínculo CLT tradicional de 40 horas semanais”.
Para Natasha, a vida sem patrão, mas também sem carteira assinada, precisa de uma palavra de ordem: organização.
“Porque somos nós quem temos que cativar o cliente. Somos nós quem temos que organizar a nossa vida profissional. Somos nós quem temos que gerar nossos impostos, declarar nossos impostos. É aquilo: é organização”, afirma Natasha da Silva Gonçalves.
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