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Thursday, September 17, 2026

Disparada de preços de combustíveis reacendem protestos e pressionam governos pelo mundo

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Nas redes sociais, antigas figuras dos coletes amarelos começam a se manifestar e a mobilizar a população. Além deles, figuras políticas da esquerda, como o comunista Fabien Roussel e a ecologista Marine Tondelier convocam os franceses a sairem às ruas. Duas manifestações sindicais contra o aumento do custo de vida já têm data marcada: 29 de setembro e 17 de outubro, apoiadas também pelo Partido Socialista e França Insubmissa, da esquerda radical.

Pescadores no centro da revolta

Algumas categorias, como os pescadores, se anteciparam e deram início à mobilizações por conta própria, bloqueando, desde o início da semana, o acesso a um depósito de petróleo em Frontignan, no sul da França. Para o jornal Les Echos, os protestos já perturbam as movimentações no governo sobre o orçamento público de 2027. Segundo o diário, o presidente Emmanuel Macron pediu uma mobilização total para o abastecimento e sobre o preço dos combustíveis. 

Pressionado, o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu anunciou na quarta?feira (16) que fossem "prolongadas" até 31 de dezembro as ajudas sociais direcionadas aos combustíveis. Para os pescadores o auxílio será elevado de 25 para 35 centavos por litro. O valor volta assim ao "nível máximo autorizado pela Comissão Europeia para permitir que os navios continuem a sair ao mar", explicou o gabinete do premiê. 

O anúncio não parece ter sido suficiente para abafar os atos. Cerca de uma centena de manifestantes permanecia, na manhã desta quinta?feira, em volta do depósito de petróleo de Frontignan. Outros grupos de pescadores começam também a bloquear o acesso a alguns portos da França. 

Tensão mundial

A pressão não é exclusiva da França. Na Bolívia, centenas de agricultores protestaram contra a duplicação do preço do diesel determinada pelo governo, uma decisão que também começa a pressionar os preços dos alimentos.

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