Arroz pelo mundo: descubra sete países onde o grão vira protagonista

Presente em mesas dos mais diferentes lugares do mundo, o arroz está longe de ser apenas um acompanhamento. Dependendo do país, do tipo de grão e da técnica de preparo, ele pode se transformar em prato principal, ganhar diferentes texturas e sabores ou até virar sobremesa. Em cada cultura, o ingrediente assume uma personalidade própria e ajuda a contar um pouco da história e dos hábitos alimentares de cada região.
De preparações cremosas a receitas feitas em fogo alto, o arroz assume diferentes formas ao redor do mundo, de acordo com os ingredientes, técnicas e tradições de cada país. A seguir, conheça sete versões que fazem parte da identidade gastronômica de diferentes lugares e descubra restaurantes em São Paulo que oferecem essas preparações em seus cardápios.
Itália
Na culinária italiana, o Risoto é uma das preparações mais tradicionais à base de arroz. O prato é feito a partir do cozimento gradual dos grãos em caldo, processo que libera o amido e resulta na cremosidade característica. Entre as variedades mais utilizadas estão arborio e carnaroli, conhecidas por manterem a textura ideal durante o preparo. A partir dessa base, o risoto pode ganhar diferentes ingredientes, de cogumelos e queijos a frutos do mar, carnes e vegetais, em combinações que variam de acordo com a região e a receita..
No Donna (Rua Peixoto Gomide, 1815 - Jardim Paulista, São Paulo/SP), o chef André Mifano prepara risotos que passeiam por diferentes combinações de sabores e ingredientes, como o Risoto Di Maiale (R$110), risoto de joelho de porco e mini milho tostado, e o Risoto do Mar (R$198), preparado com camarão, lula, tomate e abobrinha frita.
Espanha
Na Espanha, o arroz é protagonista de preparações como a Paella, uma das receitas mais emblemáticas do país. Feita tradicionalmente em uma panela larga e rasa, a preparação combina o arroz com diferentes ingredientes e temperos, que juntos conferem sabor ao prato. Há diversas versões, com frutos do mar, carnes ou legumes, mas todas têm em comum a importância do ponto do arroz e do socarrat, a camada dourada e crocante que se forma no fundo da panela.
No NIT Bar de Tapas (Rua Oscar Freire, 153 - Jardins, São Paulo/SP), a Paella a La Marinera (R$370) é uma das opções para quem busca uma experiência espanhola à mesa. Preparada com frutos do mar, a receita é servida para 2 a 3 pessoas e traz para São Paulo um dos preparos mais tradicionais da cozinha espanhola.
França
Na França, o arroz também aparece em preparações doces, deixando de lado o papel de acompanhamento para ganhar espaço entre as sobremesas. Um dos exemplos mais tradicionais é o Riz au Lait, feito com arroz cozido lentamente no leite, geralmente com açúcar e baunilha. O resultado é uma sobremesa cremosa e delicada, que pode ser servida quente ou fria.
No ICI Brasserie (Rua Bela Cintra, 2203 - Jardim Paulista, São Paulo/SP ), o Riz au Lait (R$41) aparece entre as sobremesas da casa. A versão é servida com caramelo salgado e praliné de amêndoas, combinando a delicadeza do arroz cozido no leite com diferentes texturas e sabores.
Peru
No Peru, o Arroz Chaufa é um dos exemplos mais conhecidos da influência chinesa sobre a gastronomia do país. A receita surgiu a partir da presença de imigrantes chineses no Peru e combina técnicas da cozinha chinesa com ingredientes e sabores locais. O arroz é preparado em fogo alto, geralmente em uma wok, e pode receber ovos, vegetais, carnes, cebolinha, molho de soja e outros temperos.
No Amazo (Rua dos Guaianazes, 1149 - Campos Elíseos, São Paulo/SP), restaurante dedicado à cozinha amazônica e peruana, o Chaufa Y Pancetta (R$98) traz essa combinação de influências. O arroz chaufa é preparado na wok com vegetais e servido com panceta laqueada em molho teriyaki e couve frita.
Brasil
No Brasil, o arroz faz parte do dia a dia e também aparece em receitas que se tornaram símbolos de diferentes regiões. No Nordeste, um dos principais exemplos é o Baião de Dois, combinação de arroz e feijão que pode levar carne-seca, bacon, queijo coalho e outros ingredientes. Mais do que uma receita, o prato representa a criatividade da cozinha nordestina, transformando ingredientes simples em uma refeição completa, saborosa e cheia de identidade.
No Esquina do Souza (Rua Coronel Melo de Oliveira, 1066 - Pompéia, São Paulo/SP), o Baião do Esquina (R$70) aparece entre as opções da casa. A versão leva bacon, linguiça, carne-seca e queijo coalho, acompanhados de ovo caipira.
Líbano
Na culinária libanesa, o arroz aparece combinado a outros grãos e ingredientes em receitas que fazem parte do cotidiano. Um exemplo é a Mujaddara, preparação que reúne arroz, lentilhas e cebolas douradas. A simplicidade dos ingredientes contrasta com a riqueza de sabores e texturas proporcionada pelo preparo.
No Sabah (Avenida Paulista, 735 (Club Homs) - Bela Vista, São Paulo/SP), a culinária árabe aparece em preparações tradicionais. O bufê, montado diariamente, é repleto de clássicos como o Arroz M’jarda – feito com lentilhas e cebola. Para comer à vontade, o almoço sai por R$89 de segunda a sexta, R$120 aos sábados e R$130 aos domingos. No jantar, quando inclui-se rodízio de esfihas, sobremesa e bebidas, o valor é R$120 de domingo a quinta e R$130 as sextas e sábados.
Japão
No Japão, o arroz está no centro da alimentação e aparece em inúmeras preparações, sendo também a base de receitas que ganharam popularidade no mundo inteiro. Entre elas está o tirashi, em que o arroz temperado para sushi é servido em uma tigela e coberto por ingredientes como peixes, frutos do mar, Diferentemente de outras formas de sushi, a montagem é mais livre e permite reunir diferentes ingredientes sobre o arroz
No Murakami, (Alameda Lorena, 1186 – Jardins, São Paulo/SP) o Tirashi Murakami (R$250) reúne uma seleção de peixes e frutos do mar do dia sobre o tradicional shari, arroz japonês temperado. A proposta valoriza a qualidade dos ingredientes e a técnica da casa, em uma composição delicada, fresca e equilibrada. o Tirashi é servido como prato principal, no almoço executivo ou no omakase, servido às 19h ou às 21h,
A preparação mostra como o grão pode funcionar como uma espécie de base para destacar ingredientes frescos, especialmente peixes e frutos do mar, e como o arroz ocupa um papel fundamental na culinária japonesa.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.