Governo se reúne com setores para tratar de imposto seletivo
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reúne na manhã desta terça-feira (13) com entidades de diferentes setores da economia para tratar do imposto seletivo. O tributo entra em vigor em 2027.
O imposto seletivo foi criado a partir da reforma tributária para desestimular o consumo de bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. O novo tributo vai substituir parte das arrecadações do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).
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Veja os itens sobre os quais o imposto incide:
- Automóveis de passageiros, veículos automóveis para transporte de mercadorias, mais leves que 5 toneladas (exceto caminhões), à combustão, híbridos e elétricos;
- Veículos aéreos (exceto os espaciais e os não tripulados);
- Embarcações com motor;
- Charutos, cigarrilhas e cigarros;
- Tabaco e produtos que contenham tabaco ou nicotina;
- Bebidas alcoólicas;
- Bebidas açucaradas;
- Bens minerais;
- Concursos de prognósticos e Fantasy sport.
O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, também participa da reunião. O encontro terá representantes das seguintes empresas e entidades:
- CNI (Confederação Nacional da Indústria);
- Ambev;
- Coca-Cola;
- HNK BR Indústria de Bebidas;
- Associação Brasileira da Indústria da Cerveja;
- Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás;
- União Brasileira de Vitivinicultura;
- Associação Brasileira de Bebidas Destiladas;
- Philip Morris Brasil Indústria e Comércio;
- Instituto Brasileiro da Cachaça;
- Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil-Aiab;
- Embraer;
- Instituto Brasileiro de Mineração.
2° turno
A proposta com as alíquotas do imposto seletivo será encaminhada ao Congresso Nacional somente após o segundo turno das eleições.
Como mostrou o CNN Money, a equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia a possibilidade de definir as alíquotas do Imposto Seletivo por meio de uma emenda constitucional.
No cenário de uma emenda constitucional, o governo costuraria um texto para que o tributo não estivesse sujeito à regra da noventena, que estabelece o prazo de 90 dias entre a publicação e o início da cobrança, dizem fontes.
Na mesa, também segue a possibilidade de definir as alíquotas por meio de uma MP (medida provisória). Nesse cenário, a cobrança do tributo estaria sujeita à regra da noventena e não vai começar a ser cobrada em 1º de janeiro de 2027.
Independente da opção a ser acordada após as reuniões com os setores, a ideia é que as alíquotas sejam apresentadas somente após o segundo turno das eleições, em 25 de outubro. O governo quer assegurar que o acordo firmado com os setores seja cumprido independente de quem ganhar o pleito presidencial deste ano.
O Ministério do Planejamento e Orçamento estima que o governo federal vai arrecadar cerca de R$ 41,9 bilhões com o imposto seletivo em 2027, o que daria em torno de R$ 3,5 bilhões por mês aproximadamente. Dessa forma, se o tributo não entrar em vigor em 1° de janeiro, pode haver redução nas receitas projetadas na peça orçamentária do ano que vem.
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