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Saturday, September 12, 2026

Andrei: Moraes usou inquérito das fake news para pedir envio de relatório contra Mendonça

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"A imposição judicial de afastamento cautelar dos titulares de funções de direção da Polícia Federal, sem justa causa, como a prévia instauração de procedimento investigativo para apuração dos fatos que o fundamentariam, interfere diretamente no exercício da competência constitucional do Presidente da República sobre a direção da Administração Federal", disse o AGU.

Juristas criticam uso do inquérito

O uso do inquérito das fake news por Moraes para requisitar os relatórios foi criticado por juristas ouvidos pelo Estadão. Segundo eles, há fragilidade jurídica no movimento de Moraes. O presidente do STF, Edson Fachin, que retirou o caso do inquérito e, depois, assumiu a relatoria da investigação iniciada em 2019.

Instaurado no início do governo Jair Bolsonaro (PL), em meio à primeira grande onda de ataques antidemocráticos ao STF, o inquérito das fake news reúne uma série de particularidades, como a abertura de ofício, a escolha do relator pelo então presidente da Corte, Dias Toffoli, o sigilo máximo mantido ao longo do processo e a concentração de poderes em Alexandre de Moraes, que passou a receber por prevenção ações ligadas a desinformação. O inquérito, desde que começou a "engolir" temas múltiplos, chegou a ficar conhecido como o "inquérito do fim do mundo".

Na ocasião da decisão de Moraes, o jurista Aury Lopes Jr. afirmou que o inquérito das fake news, aberto em 2019, voltou a ser usado "à la carte" como instrumento de investigação contra Mendonça. "No fundo, deveríamos focar na mensagem e não tentar pura e simplesmente desacreditar o mensageiro", disse.

Ele afirmou que Fachin acertou ao retirar o caso do inquérito das fake news e transferi-lo para uma petição própria.

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