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Thursday, September 17, 2026

Investigações do Master não podem parar à espera do fim das eleições

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O adiamento do julgamento sobre a possibilidade de abertura de investigação contra Alexandre de Moraes pelas mensagens e pelos encontros do ministro com Daniel Vorcaro não pode servir de pretexto para paralisação das investigações do escândalo do Master.

O primeiro turno das eleições está a menos de 20 dias e há uma lista de candidatos citados no caso. Ganhar tempo é o que os implicados de fora do Supremo, que disputarão as eleições no dia 4 de outubro, mais esperam.

Para citar alguns deles: o presidenciável Flávio Bolsonaro, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, o senador petista Jaques Wagner, o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e ACM Neto, candidato ao governo da Bahia.

O eleitor precisa saber de tudo o que já se sabe e pesa sobre aqueles em quem vai votar.

Se já não há dúvida de que o lamaçal do STF (Supremo Tribunal Federal) virou o horário eleitoral gratuito das campanhas, urge que o presidente do Tribunal, Edson Fachin, recoloque a bola de novo no campo das investigações.

Desta vez, sem "pescarias" seletivas de alvos e com maior transparência, ao contrário do que as mais recentes revelações apontam do processo, conduzido por André Mendonça.

Fachin interrompeu temporariamente as investigações do Master e do INSS na semana passada, e ficou sem resposta a questão de como elas serão retomadas.

Urge também que Fachin não devolva a relatoria a Mendonça, uma vez que há indícios de que ele colocou a política eleitoral dentro do Supremo e fez da cadeira que ocupa um púlpito de igreja.

É imperioso solicitar ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal, órgãos responsáveis, que sigam investigando e colhendo as provas. Todos os envolvidos têm que ser investigados. Isso vale também para os ministros do STF que tiveram envolvimento com Vorcaro.

O ministro Flávio Dino, que interrompeu o julgamento, tem até 90 dias para devolver o caso à discussão do plenário. Quanto mais rápido ele decidir, melhor para as eleições.

Folha Mercado

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