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Tuesday, September 29, 2026

Tribunal do Júri retoma julgamento de acusados pela morte do advogado Roberto Zampieri em MT

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O julgamento é presidido pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Os réus são Antônio Gomes da Silva, Etevaldo Luiz Cacadini de Vargas e Hedilerson Fialho Martins Barbosa.

A acusação será conduzida pelos promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva. Durante a sessão, estão previstas oitivas de testemunhas, entre elas delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal, investigadores e analistas de inteligência que participaram da apuração do caso.

Antes da suspensão, o julgamento havia começado em 28 de julho e seis testemunhas já tinham sido ouvidas. Entre elas estavam os delegados da Polícia Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, o delegado da Polícia Federal Marco Bontempo, além de José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva.

Com a desistência de parte das testemunhas, estava prevista a oitiva de Coraci Raimundo de Oliveira, testemunha de defesa de Hedilerson.

Acusação

Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Antônio Gomes é acusado de ser o autor dos disparos que mataram Zampieri. Hedilerson Fialho militar do Exército e instrutor de tiro, é apontado como responsável por intermediar o crime, incluindo a contratação do executor e o fornecimento da arma.

Já o coronel do Exército Etevaldo Luiz responde pela acusação de ter financiado o homicídio. A Justiça entendeu que havia indícios suficientes de participação dos três e determinou que eles fossem levados a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Relembre o caso

Advogado é morto a tiros dentro de carro na frente de escritório em MT; vídeo

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Roberto Zampieri morreu após ser atingido por 10 tiros dentro do veículo, em frente ao escritório onde exercia a profissão, em Cuiabá, no fim de 2023. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito, usando boné, se aproximou e efetuou os disparos pelo vidro do passageiro antes de fugir.

Segundo a Polícia Civil, o atirador aguardou cerca de uma hora pela saída da vítima e utilizou uma caixa revestida com plástico para esconder a arma e possivelmente reduzir o barulho dos disparos. O delegado Nilson Farias informou ainda que Zampieri possuía um veículo blindado há mais de cinco anos, mas não utilizava o recurso no momento do crime.

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