O famoso vocalista de metal que tentou entrar para o Sepultura

Frontman de banda thrash californiana tentou substituir Max Cavalera em 1996, mas material chegou quando Derrick Green já havia sido o escolhido
Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)
Os anos de 1996 e 1997 marcaram um período de transição para o Sepultura. Após a saída de Max Cavalera, a banda de metal brasileira de maior projeção internacional buscava uma nova voz para seguir em frente. E entre os nomes que tentaram assumir o posto de frontman estava Chuck Billy, o vocalista do Testament.
Em entrevista recente relembrando esse episódio, Chuck Billy abriu o jogo sobre os bastidores daquela audição e revelou o principal motivo pelo qual a parceria nunca aconteceu: ele enviou sua fita demo tarde demais.
Segundo o cantor, na época o Testament passava por turbulências: o contrato com a gravadora Atlantic Records havia chegado ao fim, a formação original sofria um desmanche e o cenário musical do thrash metal passava por mudanças drásticas.
Então, ele resolveu tentar a vaga no Sepultura, mas acabou perdendo o timing. Chuck Billy contou durante participação no podcast Mostly Yelling (transcrição via Blabbermouth):
“Enviei minha demo tarde demais. Achei que tinha feito um bom trabalho. Eles gostaram, mas também disseram: ‘Obrigado por mandar, mas já escolhemos o Derrick (Green)‘. Então eles já tinham tomado a decisão quando entreguei o material.”
Chuck Billy e Sepultura
Anos mais tarde, em 2015, o guitarrista do Sepultura, Andreas Kisser, comentou no The Jasta Show sobre a audição de Chuck Billy, elogiando a qualidade do material, mas explicando que a decisão da banda na ocasião também passava por um outro fator:
“Queríamos alguém que trouxesse novas ideias, que levasse o Sepultura a um caminho diferente, a um outro patamar. (…) Ele (Chuck) fez um excelente trabalho. Mas, veja bem, ele é o Chuck Billy; ele é do Testament. Nós queríamos alguém novo.”
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Guilherme Gonçalves é jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua no jornalismo esportivo desde 2008. Colecionador de discos e melômano, também escreve sobre música e já colaborou para veículos como Collectors Room, Rock Brigade e Guitarload. Atualmente, é redator em IgorMiranda.com.br, revisa livros das editoras Belas Letras e Estética Torta e edita o Morbus Zine, dedicado a resenhas de death metal e grindcore.
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