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Sunday, October 18, 2026

Bauru ou Anápolis? IA da Accor aponta cidades que podem virar destinos hoteleiros

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RESUMO +

A rede hoteleira Accor usou inteligência artificial para identificar dez cidades brasileiras com potencial para novos hotéis, entre elas Macapá, Anápolis, Bauru, Marabá e Franca. O Índice de Desenvolvimento Accor Brasil analisa 1.209 municípios com dados econômicos, demográficos e de infraestrutura, mas funciona apenas como triagem e não representa uma decisão de investimento.

A próxima leva de hotéis da Accor no Brasil pode estar longe dos destinos mais óbvios do turismo nacional. A companhia criou uma ferramenta baseada em inteligência artificial para mapear cidades com potencial de receber novos empreendimentos e chegou a uma lista que inclui Macapá, Anápolis, Bauru, Marabá, Franca, Três Lagoas, Linhares, Ipatinga, Cachoeiro de Itapemirim e Lages.

O Índice de Desenvolvimento Accor Brasil (IDAB) analisa atualmente 1.209 municípios e funciona como uma primeira peneira para a expansão da rede. A ferramenta cruza dados econômicos, demográficos e de infraestrutura para identificar cidades nas quais vale aprofundar a análise antes de um eventual investimento.

A lista não significa que a Accor tenha decidido construir hotéis em todas essas cidades. O índice serve para direcionar o olhar da equipe de desenvolvimento e as conversas com investidores e franqueados.

“Mais do que uma classificação entre cidades, o índice cria uma base técnica que ajuda a identificar mercados com potencial, priorizar onde vale aprofundar a análise e embasar decisões de expansão”, afirma Abel Castro, chief development officer da Accor Américas.

A criação do índice ocorre em meio a uma estratégia de expansão que vai além das grandes capitais e destinos turísticos tradicionais. A Accor possui cerca de 320 hotéis no Brasil e mais de 5,8 mil unidades em operação em mais de 110 países. Nas Américas, a divisão Premium, Midscale & Economy reúne cerca de 450 hotéis.

No segmento econômico, estão ibis, ibis Styles e ibis budget. Na categoria midscale, aparecem Novotel, Mercure, Tribe e Adagio. No segmento premium estão marcas como Pullman, Grand Mercure e Swissôtel. Já a divisão de Luxo e Lifestyle, que inclui marcas como Fairmont, MGallery, Faena e Mama Shelter.

O Brasil é um dos principais mercados da companhia na região. No primeiro semestre de 2026, as Américas registraram crescimento de 4,8% no RevPAR, indicador que mede a receita por quarto disponível, na comparação com o segundo trimestre de 2025. O Brasil responde por 56% da receita de quartos da região.

A estratégia brasileira combina grandes centros urbanos com destinos de lazer e cidades médias ligadas a atividades econômicas como agronegócio, logística e indústria.

É justamente nesse segundo grupo que o índice ganha relevância: a ferramenta permite procurar oportunidades fora dos mercados em que a presença hoteleira internacional já está consolidada.

As cidades que entraram no radar

O IDAB atribui até 1.000 pontos a cada município. A metodologia combina dez critérios, que vão de características econômicas e demográficas a indicadores relacionados à capacidade de geração de demanda hoteleira.

Entre os dados analisados estão população, PIB e participação do setor de serviços. A ferramenta também considera fatores como movimentação de aeroportos, presença de universidades, hospitais e shopping centers, além do potencial turístico da cidade.

A ideia é transformar uma grande quantidade de informações públicas em uma leitura padronizada dos mercados.

A ferramenta é utilizada atualmente pela divisão Premium, Midscale & Economy da Accor, que reúne marcas como Pullman, Grand Mercure, Handwritten Collection, Novotel, Mercure, TRIBE, ibis, ibis Styles e ibis budget.

O índice, porém, não determina qual marca deve ser instalada em cada cidade. Depois da primeira triagem, a companhia analisa características específicas do mercado, como perfil dos viajantes, concorrência, oferta hoteleira existente e localização do futuro empreendimento.

A lista de dez mercados identificados pelo IDAB reúne cidades de diferentes regiões do país e com perfis econômicos distintos.

Macapá, no Amapá, aparece entre os mercados considerados pela ferramenta. Anápolis, em Goiás, e Bauru, em São Paulo, também estão no grupo.

A lista inclui ainda Marabá (PA), Franca (SP), Três Lagoas (MS), Linhares (ES), Ipatinga (MG), Cachoeiro de Itapemirim (ES) e Lages (SC).

A Accor não classifica essas cidades de acordo com o segmento de hotel que receberiam. O índice mede o potencial geral para a divisão Premium, Midscale & Economy.

Isso significa que uma cidade que aparece na lista pode, posteriormente, ser considerada adequada para um ibis, um Novotel, um Mercure ou outra marca da divisão, dependendo das características do projeto.

O segmento de Luxo & Lifestyle da Accor não entra no IDAB. Segundo a companhia, esse mercado tem uma dinâmica diferente, com menos destinos capazes de comportar hotéis desse perfil e necessidades específicas de desenvolvimento.

O índice já ajudou a encontrar novos mercados

A Accor afirma que o IDAB não é apenas uma ferramenta de pesquisa, mas já foi utilizado para direcionar decisões de expansão.

Entre os exemplos estão Santarém (PA), Luís Eduardo Magalhães (BA) e Araxá (MG), onde há hotéis da companhia atualmente em construção.

Outro caso citado pela empresa é o Mato Grosso. Segundo a Accor, o estado passou de três para 14 contratos hoteleiros em cinco anos, com o índice ajudando na identificação e priorização dos mercados considerados mais promissores.

O movimento mostra uma mudança na forma como a companhia procura novas praças. Em vez de depender apenas de oportunidades apresentadas por investidores ou desenvolvedores locais, a Accor usa dados para indicar onde a demanda potencial pode justificar uma investigação mais detalhada.

Depois dessa etapa, entram as análises tradicionais de mercado e a avaliação do modelo de negócio.

“Cada marca do nosso portfólio tem uma proposta específica e atende a diferentes perfis de mercado e de público. A escolha depende justamente da combinação entre as características, o potencial de cada localidade e o perfil do empreendimento”, afirma Castro.

A ferramenta, portanto, não substitui a decisão de investimento. Ela tenta responder a uma pergunta anterior: quais cidades merecem entrar no radar da Accor antes mesmo de surgir uma proposta concreta para construir um hotel?

'Perguntas frequentes'

Quais cidades podem receber novos hotéis da Accor? +

Macapá, Anápolis, Bauru, Marabá, Franca, Três Lagoas, Linhares, Ipatinga, Cachoeiro de Itapemirim e Lages entraram no radar da Accor. A lista reúne mercados de diferentes regiões e perfis econômicos.

O que é o Índice de Desenvolvimento Accor Brasil? +

O IDAB é uma ferramenta baseada em inteligência artificial que analisa 1.209 municípios e atribui até 1.000 pontos a cada um. Segundo Abel Castro, chief development officer da Accor Américas, o índice ajuda a identificar mercados, priorizar análises e embasar decisões de expansão.

A Accor já decidiu construir hotéis nas dez cidades selecionadas? +

Não. O índice funciona como uma primeira triagem para orientar análises e conversas com investidores e franqueados, sem representar uma decisão de investimento ou definir qual marca seria instalada.

Quais dados o índice da Accor analisa? +

O IDAB combina dez critérios, entre eles população, PIB, participação do setor de serviços, movimentação de aeroportos e presença de universidades, hospitais e shopping centers. A ferramenta também considera o potencial turístico e a capacidade de geração de demanda hoteleira.

Quais marcas da Accor podem chegar às cidades identificadas? +

O índice abrange a divisão Premium, Midscale & Economy, que reúne marcas como Pullman, Grand Mercure, Novotel, Mercure, TRIBE, ibis, ibis Styles e ibis budget. A escolha depende do perfil dos viajantes, da concorrência, da oferta hoteleira e das características do empreendimento, afirma Abel Castro.

O índice da Accor já ajudou a encontrar novos mercados? +

Sim. Segundo a Accor, o IDAB ajudou a direcionar projetos em construção em Santarém, Luís Eduardo Magalhães e Araxá, além de contribuir para a expansão no Mato Grosso, que passou de três para 14 contratos hoteleiros em cinco anos.

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