Avião de carga da Amazon sai da pista em Miami, atinge veículos e deixa ao menos cinco mortos

O voo 7598 havia partido de San Juan, em Porto Rico - Foto: Reprodução/Redes Sociais
Ao menos cinco pessoas morreram e outras cinco ficaram feridas neste domingo (6) após um avião de carga da Prime Air, serviço de entregas da Amazon, ultrapassar os limites da pista durante o pouso no Aeroporto Internacional de Miami, nos Estados Unidos. A aeronave, um Boeing 767-300 cargueiro operado pela companhia 21 Air, não conseguiu frear a tempo, invadiu a extremidade noroeste do aeroporto, atingiu vários veículos nos arredores e pegou fogo.
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O desastre ocorreu por volta das 14h no horário local, 15h em Brasília. O voo 7598 havia partido de San Juan, em Porto Rico, com destino a Miami. Assim que a aeronave saiu da área pavimentada e começou a incendiar, gerando uma densa nuvem de fumaça, o Corpo de Bombeiros de Miami-Dade mobilizou um grande contingente, enviando mais de 60 viaturas ao local para combater as chamas e realizar o resgate. O incidente forçou o fechamento imediato de todas as pistas e vias de circulação do aeroporto, paralisando totalmente as operações em solo por cerca de três horas. O tráfego aéreo só foi retomado por volta das 17h, pelo horário da costa leste americana.
As causas que levaram a aeronave de 32 anos a não conseguir parar antes do fim da pista ainda são desconhecidas. Segundo as autoridades aeroportuárias, uma análise preliminar das comunicações de rádio indicou que os pilotos não chegaram a declarar emergência à torre de controle antes da aterrissagem. Durante as vistorias iniciais, equipes não encontraram destroços espalhados ao longo da pista diagonal, mas constataram que o avião destruiu equipamentos de navegação ao invadir o gramado.
Em comunicado oficial, a Amazon declarou que a prioridade da companhia é garantir a segurança e o suporte médico às pessoas afetadas, ressaltando que trabalha em conjunto com as equipes de emergência e autoridades para esclarecer os fatos. A investigação das causas do acidente será liderada pela Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA). O órgão contará com o apoio do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB), que já iniciou a coleta de dados, e de inspetores federais enviados a Miami por determinação do secretário de Transportes do país, Sean Duffy.
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