Juiz ordena prisão preventiva de ex-presidente paraguaio Santiago Peña
O advogado de Peña, Ricardo Preda, afirmou que o ex-presidente se declarou inocente das acusações.
Peña foi preso na sexta-feira, logo depois de ter sido considerado culpado num processo de impeachment por "mau desempenho de funções" devido às suas relações com o Ueno Bank, um banco com 2,94 milhões de clientes, entre eles importantes instituições estatais cujos fundos ficaram congelados.
Do que Peña é acusado pelo Ministério Público
Segundo a denúncia do Ministério Público, o ex-mandatário é acusado de suposta quebra de confiança como instigador e de administração em proveito próprio na qualidade de autor. Ambos os delitos, em sua forma agravada, podem ser punidos com até 10 anos de prisão, segundo os promotores.
O documento indica que o ex-presidente "teria intervindo em circunstâncias relacionadas à alocação, renovação e permanência de grandes somas de dinheiro provenientes de entidades públicas e previdenciárias" no Ueno Bank, instituição com cujo grupo empresarial Peña "teria mantido uma relação econômica e corporativa prévia".
Peña era acionista da Ueno Holding, um conglomerado que possuía, entre outras empresas, o Ueno Bank. Em março de 2025, já no governo, ele vendeu essa participação, detalhou a acusação dos deputados que promoveram o processo de impeachment.
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