Portugal destaca oportunidades económicas na Venezuela

O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, destacou este domingo, em Caracas, a recuperação do setor energético e a reconstrução de infraestruturas como áreas prioritárias para a participação das empresas portuguesas no mercado venezuelano.
“Sabemos que existem oportunidades relevantes e capacidades portuguesas que podem dar resposta às necessidades deste mercado. A recuperação do setor energético, em particular dos hidrocarbonetos, gera novas necessidades de equipamentos, tecnologia, infraestruturas e serviços especializados”, disse.
Manuel Castro Almeida falava na residência oficial do embaixador de Portugal, em Caracas, durante o ato de boas-vindas aos representantes de cerca de 30 empresas portuguesas que integram uma delegação empresarial portuguesa que viajou à Venezuela para participar, em 3 de novembro, no Fórum Empresarial Portugal-Venezuela, organizado pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).
“A modernização e reconstrução do país abrem igualmente espaço à participação de empresas portuguesas em áreas como a construção, a metalomecânica, a indústria, a indústria agroalimentar, a saúde, os transportes e os serviços conexos”, disse.
O ministro explicou que “Portugal dispõe de empresas competitivas, internacionalizadas e reconhecidas pela sua capacidade técnica, de flexibilidade e fiabilidade” e que a missão empresarial “pretende dar visibilidade a essas competências e facilitar o encontro entre a oferta portuguesa e as necessidades concretas da economia venezuelana”.
“Queremos afirmar Portugal como um parceiro económico presente, credível e disponível para contribuir com conhecimento, tecnologia, investimento e capacidade de execução”, disse.
O governante sublinhou que o propósito da missão “não é promover contactos pontuais”, mas sim “criar bases para relações empresariais consistentes, identificar projetos viáveis e desenvolver parcerias capazes de gerar valor, emprego e oportunidades em ambos os países”.
[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]
Neste contexto, Manuel Castro Almeida destacou que a reabertura da delegação da AICEP em Caracas constitui “um passo particularmente importante”, representando o compromisso do Governo português de reforçar a presença económica no país, acompanhar as empresas com maior proximidade e transformar oportunidades em projetos concretos.
Ainda assim, o ministro reconheceu que a Venezuela atravessa uma etapa exigente e que persistem “obstáculos importantes ao comércio e ao investimento”, nomeadamente ao nível das operações bancárias internacionais, das condições aduaneiras e dos procedimentos administrativos.
“A confiança empresarial exige segurança jurídica, previsibilidade e condições favoráveis ao desenvolvimento da atividade económica”, frisou, sublinhando que estas matérias devem ser abordadas com clareza no diálogo com as autoridades venezuelanas.
Segundo o responsável, a missão ministerial conta com a participação de cerca de 30 empresas e junta duas dimensões consideradas inseparáveis pelo Executivo: a força da comunidade portuguesa na Venezuela e a ambição de aprofundar a cooperação económica bilateral.
A acompanhar a visita oficial de três dias estão também o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, a presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Ana Casaca, e o chefe de Gabinete da Presidência do Governo Regional da Madeira, Rui Abreu.
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