Nível da represa Cantareira volta a subir com chuvas de setembro em SP
As chuvas acima da média neste início de setembro foram suficientes para elevar um pouco o nível dos reservatórios de água que abastecem a região metropolitana de São Paulo.
O sistema Cantareira, responsável por cerca de metade do abastecimento da região, teve um aumento de 0,7 ponto percentual de 31 de agosto até esta quinta-feira (10), subindo de 33% para 33,7%, segundo o Portal dos Mananciais, da Sabesp.
Pode até parecer pouco, mas esse número representa 7,13 bilhões de litros de água recuperados nas represas que compõem o sistema: Jaguari-Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro.
Essa recuperação ocorre pela primeira vez desde o fim de junho, quando também houve um período de chuvas nos afluentes que alimentam os reservatórios.
No SIM (Sistema Integrado Metropolitano), a recuperação do nível foi de 1,8 ponto percentual, passando de 43,3% para 45,1%, totalizando 38,95 bilhões de litros de água a mais.
Além do Cantareira, o SIM conta ainda com os sistemas Alto Tietê, Cotia, Guarapiranga, Rio Claro, Rio Grande e São Lourenço.
Em todos eles choveu mais do que a média esperada para todo o mês de setembro nos primeiros dez dias.
A cidade de São Paulo já recebeu, nesse período, 151,5% da média do mês, disse a Defesa Civil.
Os institutos de meteorologia preveem um grande volume de precipitação na região pelo menos até o próximo domingo (13), devido a uma frente fria aliada aos efeitos de um ciclone extratropical formado no litoral do Paraná.
Essa previsão pode melhorar ainda mais os níveis dos mananciais, dando fôlego ao SIM neste final de inverno, quando a expectativa era de estiagem.
Com a chegada da primavera, no próximo dia 22, a tendência é de aumentar o volume de chuvas até o fim do ano. Com o fortalecimento do fenômeno El Niño, o clima deve sofrer mudanças nos próximos meses, com ondas de calor e também períodos de tempestades.
Até lá, a Sabesp continua mantendo a GDN ( Gestão de Demanda Noturna) em 8 horas, com a diminuição da pressão da água nos canos à noite para evitar desperdícios no sistema de distribuição.
A GDN completou um ano no dia 27 de agosto, com a economia de cerca de 193 bilhões de litros de água, segundo a companhia de saneamento básico do estado.
Conforme a empresa, o volume obtido com a diminuição da pressão nos canos é o suficiente para abastecer 33 milhões de pessoas, mais de duas vezes a população da capital paulista, ou toda a população do Peru, por 30 dias.
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