6h. Bugalho espera pedido de desculpas a Fernando Alexandre
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As notícias com Beatriz Félix.
Bom dia, vamos às notícias na Rádio Observador e começar na política. O porta-voz do PSD espera um pedido de desculpas do líder parlamentar do PS ao ministro da Educação. Este domingo ficou marcado por uma troca de ataques entre socialistas e sociais-democratas. Em causa, as declarações de Eurico Brilhante Dias, o líder da bancada socialista, que na manhã de domingo afirmou que Fernando Alexandre é candidato a ser o pior ministro da Educação desde o 25 de abril, tendo em conta as notícias que revelam que ainda há centenas de alunos sem escola no arranque do ano letivo. Depois dessas declarações, o porta-voz do PSD exigiu um pedido de desculpas de Brilhante Dias a Fernando Alexandre. Foi em declarações à SIC Notícias que Sebastião Bugalho garantiu que todos os alunos vão ter acesso a uma vaga e quando isso acontecer, espera que Brilhante Dias apareça para pedir desculpa.
Parece-me que no caso de hoje, mais uma vez, as previsões e as acusações do doutor Eurico, que é: vai haver alunos em Portugal sem acesso à escola pública e ao ensino obrigatório. Quando isso não acontecer, que é aquilo que eu sei que vai acontecer, isto é, quando os alunos forem colocados na escola, tiverem acesso à sua vaga, à sua turma, estiverem matriculados como devem, pode não ser na escola que tinham como primeira opção, pode ser na que tinham como segunda, não importa, mas quando todos os alunos de ensino obrigatório em Portugal tiverem acesso à escola pública como devem e merecem, eu espero que ele venha pedir desculpa ao ministro a quem ele chamou o pior ministro da democracia desde o 25 de abril.
Declarações de Sebastião Bugalho, que diz também entender o jogo político dos socialistas e acusa o PS de querer criar um clima de alarme junto dos portugueses só por tática política. Ainda assim, diz que se o Partido Socialista for coerente, vai deixar o partido Chega isolado nas propostas que apresentou para descer o IVA dos combustíveis.
Se o PS cumprir com a sua palavra, com aquilo que foi anunciado hoje mesmo, este domingo, pelo seu líder parlamentar, parece-me que mais uma vez, quando o Chega apresentar essas iniciativas parlamentares, o resultado será o seu isolamento político. Portanto, será mais uma iniciativa política parlamentar do Chega que será chumbada, como foi a moção de censura. Parece-me que o partido de André Ventura, percebendo que não vai conseguir derrubar o governo de maneira nenhuma, por causa de nenhum ministro e por causa de nenhum orçamento, entendendo que não conseguirá causar a instabilidade política de que vive, acho que o Chega entrou num período de verve política, porque não tem caminho, não tem saída.
São declarações do porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, ontem numa entrevista à SIC Notícias. E seguimos com outra notícia. Nos últimos 50 anos, apenas 15% dos lugares no governo em Portugal foram ocupados por mulheres e por isso mantém-se a maioria masculina. Esta é a principal conclusão de um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, que analisou o percurso dos 507 ministros da democracia portuguesa para poder traçar o perfil da elite que tem governado o país nos últimos 50 anos. Esta é uma investigação que foi coordenada por Marcelo Carmelo e por António Costa Pinto. A conclusão a que se chega é que os governos estão a ficar mais velhos, mais qualificados, mas também mais partidários. O politólogo António Costa Pinto explica que no recrutamento de ministros, os partidos continuam a ser determinantes, mas que a qualificação tem sido cada vez mais relevante.
Praticamente desde António Guterres, mas já há uma forte presença antes, a tendência para ter muitos ministros que vão buscar à sociedade civil, às profissões, à alta administração pública, tem se consagrado. Qual é a diferença mais recente que o nosso estudo capta? A diferença mais recente é que os próprios ministros que provêm dos partidos, que provêm de uma carreira política, também têm um perfil mais adequado à pasta.
São declarações de António Costa Pinto, em declarações à Agência Lusa, ele que é também um dos coordenadores deste estudo. Ora, um texto de Edna Costa, da mesma investigação que foi hoje divulgada, conclui que nos últimos 50 anos, dos quase 400 detentores de pastas ministeriais, apenas 60 eram mulheres, o que se traduz numa porcentagem de apenas 15%. Este estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos explica ainda que as ministras possuem qualificações acadêmicas superiores às dos ministros. Metade são doutoradas, enquanto três quartos dos homens que ocupam estes cargos não têm o mesmo grau de qualificação. As conclusões desta investigação estão também em destaque no site do Observador, através de um artigo assinado pelo editor-adjunto de política, Miguel Santos Carrapatoso. E seguimos agora para a atualidade internacional, porque hoje pode ser anunciado o fim do Reino Unido. Os primeiros-ministros da Escócia e do País de Gales e também da Irlanda do Norte vão assinar um memorando que pode vir mesmo a ditar esse fim. Isto porque, pela primeira vez, os três territórios são liderados por partidos que são favoráveis à independência. Ora, os líderes vão reunir-se hoje em Cardiff, no País de Gales, com a garantia de que a aproximação à Europa vai estar em cima da mesa. Marinho Miguel Marques. Os líderes da Escócia, do País de Gales e da Irlanda do Norte vão assinar uma declaração conjunta centrada em quatro áreas: economia, energia, Europa e relações internacionais e autodeterminação. O objetivo, de acordo com o jornal Telegraph, é aumentar a pressão sobre o governo britânico para que reconheça o direito dos territórios a decidirem o próprio futuro constitucional. E a aproximação à União Europeia está no centro das discussões. A Escócia e o País de Gales defendem uma futura adesão ao bloco comunitário como estados independentes. Já o partido irlandês Sinn Féin continua a promover a reunificação que permitiria à Irlanda do Norte regressar à União Europeia através da República da Irlanda. Esta cimeira surge poucos dias depois de Donald Trump, durante uma visita a Dublin, ter afirmado que gostaria de ver uma Irlanda unificada, apesar de que o Reino Unido poderia ter algo a dizer sobre isso. Mas o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, admitiu já a possibilidade de um novo referendo escocês, caso exista um consenso claro a favor dessa opção. Os líderes nacionalistas interpretam estas palavras como um sinal de abertura, mas Burnham deixa claro também que um novo referendo está fora de questão até depois das próximas eleições legislativas. A jornalista Maria Miguel Marques com o memorando que vai ser assinado hoje pela Escócia, pelo País de Gales e pela Irlanda do Norte a exigir a independência do Reino Unido. E na Suécia, com praticamente todos os votos contados, os sociais-democratas venceram as eleições legislativas e, por isso, o cenário de uma coligação de esquerda é agora o mais provável. Isto numa altura em que se conhecem já os resultados de cerca de 85% dos votos e nesses o partido de centro-esquerda obteve já quase 30%. A líder do partido reiterou na noite deste domingo, que está aberta à colaboração com todos os partidos, à exceção dos democratas suecos. Assim, os sociais-democratas, o partido de centro, os Verdes e o partido de esquerda devem avançar para um bloco de partidos à esquerda, de modo a alcançar uma maioria no Parlamento que permita formar governo. Se os números finais estiverem em linha, a esquerda consegue apenas uma maioria e apenas mais um deputado do que os partidos da direita, ou seja, 175 contra 174. Recordo também que os resultados finais devem ser conhecidos apenas na quarta-feira, depois da contagem das urnas no estrangeiro. E no desporto falamos de futebol. Ontem à noite, o Sporting empatou em casa do Famalicão por um igual, no jogo dos Leões só foi marcado golos na segunda parte. Luiz Soares marcou pelo Sporting aos 81 minutos. Famalicão empatou em casa graças a um autogolo do sportingrista Gonçalo Inácio. No final da partida, o treinador dos Leões, Rui Borges, diz que a equipa controlou praticamente todo o jogo e acabou por sofrer um golo no único momento onde não teve a intensidade necessária.
Estivemos sempre ligados até aos 89, 90 minutos de jogo, que foi o único momento onde não fomos ou não tivemos essa intensidade e essa energia defensiva e somos penalizados. Porque depois de ter alguma sorte com o Inácio a tentar fazer o corte, acaba por desviar a bola pra baliza. Mas isto é o jogo e temos que crescer nesse sentido.
Declarações de Rui Borges no final do jogo da sexta jornada do campeonato. Já do lado do Famalicão, Carlos Carvalhal destaca a reação da equipa ao golo sofrido. Admite-se alguma sorte no lance, mas ressalva que a equipa ainda assim esteve bem e os jogadores lutaram muito para deixar um ponto em casa. Do outro lado, ainda na noite de ontem, uma noite mais sorridente para o Benfica, que venceu o Gil Vicente por 3x1. O marcador foi inaugurado pelo Gil Vicente aos sete minutos, com golo de Héctor Hernández, mas as Águias recuperaram com um bis de Pavlídis e um golo de Prestianni, mesmo no final do jogo. Depois, na flash interview, o treinador benfiquista Marco Silva diz que a equipa entrou bem, mas foi permitindo que os adversários crescessem na partida. Ainda assim, o técnico diz que o jogo foi todo do Benfica.
Nós entrámos bem no jogo novamente. Tivemos os dois, três primeiros momentos bons de chegada sobre o corredor direito. Recuperamos bem a bola no momento de boa intensidade de recuperação, acabamos por entregar mal. É o pior que pode acontecer a uma equipa quando ganhas, depois de trabalhares forte para ganhar, ganhas e entregas mal a bola. Foi o que nos aconteceu e no momento depois da defesa da área, não fizemos tão bem. Um momento também há que realçar de qualidade no último passe e o movimento do jogador do Gil. Mas o jogo depois foi todo nosso, como tinha que ser. Mesmo ao intervalo já poderíamos estar a vencer pelas oportunidades de criar. Com o nosso acreditar também, com os adversários a puxar, foi muito importante e acabamos por ganhar o jogo de uma forma justa, mas bastante difícil.
São as declarações de Marco Silva, o técnico do Benfica. Outro lado, o treinador do Gil Vicente, Luís Pinto, mostra-se orgulhoso da exibição desta equipa. Para hoje continua a sexta jornada com dois jogos. O Sporting de Braga recebe o Estoril Praia e o Estrela da Amadora vai até Vila do Conde para defrontar o Rio Ave. É este o ponto final no jornal das 6h. A informação fica por aqui. Daqui a pouco a conferência de imprensa, também o Vamos à Bola. Até já. Até lá, fique com a Rádio Observador.
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