Eleição tem vitória de apenas um candidato ligado aos presos do 8 de janeiro
Advogados e parentes dos presos do 8 de Janeiro que tentavam se eleger para um cargo político não tiveram sucesso nas urnas. A exceção foi o advogado Jeffrey Chiquini (Novo), eleito deputado federal pelo Paraná.
Chiquini foi advogado de Filipe Martins, que foi assessor especial de Jair Bolsonaro e foi preso após descumprir medidas cautelares. O advogado foi o mais votado do estado, com mais de 425 mil votos.
Os outros não vingaram. É o caso de Cláudia Rodrigues (Novo), que ficou conhecida como "Cláudia do Batom" por ser irmã de Débora do Batom, que pichou a estátua da Justiça no dia 8 de janeiro de 2023.
Cláudia se candidatou a deputada federal por São Paulo, mas teve menos de 3.000 votos.
No Distrito Federal, a mulher do coronel da Polícia Militar Jorge Eduardo Naime, condenado por omissão no dia dos ataques, tentou uma vaga na Câmara dos Deputados.
Mariana Naime (PL) obteve votação expressiva, mais de 67 mil votos. Mas, por causa do coeficiente eleitoral, não foi eleita e conseguiu vaga de suplente.
O desembargador Sebastião Coelho (Novo-DF), que tentava uma vaga ao Senado, também não conseguiu ser eleito. Ele também foi advogado de Martins.
Além deles, Luíza do Clezão (PL), como ficou conhecida, não conseguiu uma vaga na Câmara Distrital de Brasília. Ela é filha de Cleriston Cunha, o Clezão, um dos presos do 8 de janeiro, que morreu enquanto estava detido na Papuda.
Representante da Associação de Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro, Carolina Siebra (Novo-CE) também não garantiu uma cadeira na Câmara dos Deputados após conseguir menos de 2.000 votos.
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