PunchEPL: João Pedro wins EA Sport Premier League August player awardDaily MaverickTHE GATHERING 2026: ‘Not too late to turn around SA’s municipalities with the right people in charge’CNN TürkESMA'dan piyasa uyarısı: Ani düzeltme riski artıyorThe Jerusalem PostRosh Hashanah: The time to look inward and reveal what is unseenInquirerDOJ respects court decision as Sara Duterte arraignment deferredוואלהבכיר בממשלת תימן: החות'ים השתלטו על האי האסטרטגי מיוןInquirer EntertainmentPH-Australian film ‘First Light’ chosen as Australia’s official entry to 2027 OscarsBollywood HungamaSagar Pictures Entertainment unveils first teaser poster of Shrimad Bhagavatam Part I: titled VishnurataScreen RantDungeon Crawler Carl: Crawler Chaos Officially Lands November 2026CBS NewsWoman who answered first 9/11 call meets flight attendant's family 25 years laterColliderDenzel Washington’s Forgotten ‘Se7en’ Replacement Officially Takes Over NetflixSCMP ChinaSingapore and mainland China top global student assessment as OECD scores hit record low
The Daily Newsstand · Free, Always
Friday, September 11, 2026

Ordem quer medidas fiscais para atrair médicos para interior

Translate

Atrair e fixar médicos para o interior do país é um dos maiores desafios do SNS. Perante a escassez de profissionais nestas zonas, a Ordem dos Médicos propõe um conjunto de medidas para reforçar a atratividade do interior, e que vão desde benefícios fiscais em sede de IRS até à atribuição de um prémio de instalação ou à oferta de habitação a custos controlados para os clínicos que aceitarem fixar-se nessas regiões. O estudo “Fixação de médicos em territórios de baixa densidade populacional”, que vai ser apresentado publicamente esta sexta-feira — e ao qual o Observador teve acesso — defende também uma progressão mais rápida na carreira para os médicos que exerçam a profissão no interior, bem como a possibilidade de estes profissionais exercerem funções de forma remota (em teletrabalho) em determinadas situações.

Num caderno de encargos extenso, a OM defende a adoção de medidas em várias áreas, nomeadamente na dos incentivos fiscais, financeiros e laborais aos médicos; a melhoria da progressão na carreira e critérios mais favoráveis no acesso ao internato médico no interior, à formação e a redes de investigação. Por outro lado, a entidade liderada por Carlos Cortes aponta igualmente para a necessidade de mudanças nas instituições, nomeadamente um aumento da autonomia dos Conselhos de Administração das Unidades Locais de Saúde, que permita uma contratação mais célere e a criação de incentivos próprios adaptados a cada região. A OM pede ainda a criação de protocolos com autarquias para oferecer “habitação a custos controlados”.

A OM lembra que o SNS funciona neste momento a várias velocidades, com as populações que vivem no interior do país a terem um acesso dificultado aos cuidados de saúde, algo que a Ordem considera inaceitável.

“A geografia não pode determinar o acesso a um médico”

“A geografia não pode determinar o acesso a um médico, a continuidade assistencial ou a possibilidade de receber cuidados diferenciados”, sublinha a OM, vincando que, quando tal acontece, “a igualdade formal deixa de corresponder à vida das pessoas e instala-se, silenciosamente, um SNS assimétrico”. Uma das áreas onde a assimetria no acesso entre litoral e interior é mais evidente é a das urgências hospitalares: o documento lembra que cerca de 500 mil pessoas (4,7% da população) vivem em zonas que distam mais de uma hora de uma urgência geral ou pediátrica.

Ordem apresenta ao Governo 25 medidas para atrair médicos para o SNS

A entidade, liderada por Carlos Cortes, realça que, para além de estarem obrigadas a “deslocações longas”, as populações do interior são afetadas pela “quebra da continuidade dos cuidados”, pela “pressão acrescida” sobre os serviços de urgência e “sobrecarga dos médicos e outros profissionais”. Muitos destes problemas são resultado da escassez de médicos nos territórios de baixa densidade (sobretudo concentrados nas regiões do interior), um problema com décadas, e que se tem vindo a agravar nos últimos anos, sem solução à vista, e que faz com que os hospitais do interior tenham, muitas vezes, de recorrer a médicos tarefeiros para os mais variados atos clínicos.

Por isso, a Ordem dos Médicos decidiu elaborar um documento (que será enviado aos decisores políticos, nomeadamente ao Ministério da Saúde), no qual identifica os principais obstáculos à atração e permanência de médicos em zonas carenciadas e apresenta um conjunto de propostas para atrair e fixar médicos nessas zonas, melhorando assim “a capacidade de resposta do SNS”.

“A fixação de médicos nestes territórios é uma questão de justiça social, coesão territorial e confiança no Estado”, defende a OM, acrescentando que um bom acesso a cuidados de saúde é também um fator fundamental para combater um outro problema: a desertificação dos territórios de baixa densidade. “Serviços de saúde frágeis aceleram a perda de população, afastam famílias jovens, reduzem a atratividade dos territórios e aprofundam o sentimento de abandono”, alerta o estudo “Fixação de médicos em territórios de baixa densidade populacional”, que vai ser apresentado esta sexta-feira na Guarda.

Numa crítica implícita à política governativa dos últimos governos na área da Saúde, a OM contesta o que diz terem sido as medidas “avulsas” com que o país foi respondendo à crescente falta de médicos no interior. “Portugal tem respondido demasiadas vezes com medidas avulsas, temporárias e reativas. A ocupação pontual de uma vaga, o recurso continuado a soluções precárias ou a atribuição isolada de um incentivo podem resolver uma necessidade momentânea, mas raramente constroem permanência […] O Estado deve garantir um quadro estável de políticas, financiamento e carreira”, avisa a OM, que deixa também um recado para dentro da classe médica. “É igualmente necessário abandonar a ideia de que exercer Medicina no interior ou nas regiões autónomas corresponde inevitavelmente a isolamento ou estagnação”.

View the original on Observador Desporto

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.