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Saturday, September 19, 2026

Charles Spencer: "Dificilmente Diana teria feito melhor"

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Quase trinta anos depois da morte de Diana, as solicitações de entrevistas não param de chegar à caixa de correio de Charles Spencer, uma insistência que tem recusado em toda a linha, e que motivou a obra que começou a agitar as águas do reino mesmo antes de ver a luz do dia. “Isto convenceu-me a pôr por escrito os meus pensamentos e memórias de uma vez por todas, em vez de ser sujeito ao incómodo de tornar a ler as opiniões de outros, muitas das quais baseadas em inverdades que se tornaram aceites ao longo dos anos.”. Para já, os trechos revelados nos tablóides britânicos levaram até Buckingham a quebrar a criteriosa regra de não reagir.

Em setembro de 1997, na abadia de Westminster, os olhos do mundo que seguia as cerimónias fúnebres da princesa do Povo partilharam a dor do irmão cujo discurso é recordado até hoje. Dir-se-ia que o tempo tudo cura, mas os últimos anos no seio da coroa britânica não têm sido propriamente sinónimo de trégua duradoura. Se Diana é uma eterna ferida por curar, os destinos dos príncipes William e Harry não têm gerado menos fricção num clã sob permanente teste. No mesmo dia em que o Daily Mail começava a folhear esta obra, o marido de Meghan Markle convidava a uma leitura nas entrelinhas após o seu primeiro discurso no regresso a solo britânico.

O livro é publicado em Portugal pela Penguin. 368 páginas / PVP: 25,45 euros

Depois de A Very Private School, titulo lançado em 2024, testemunho dos primeiros anos que expunha os abusos sofridos na infância, em O Canto do Cisne: Diana, a minha irmã Charles Spencer fala aberta e extensamente sobre a sua irmã. O Observador pré-publica a introdução da obra com selo da Penguin que promete mais polémica para os próximos dias.

“Trata-se de um livro da maior importância, por contar a história de uma das figuras mais icónicas e culturalmente relevantes do século XX, mas também pela singularidade de ter sido escrito pelo conde Spencer, de uma perspetiva tão íntima. Charles Spencer é, além de um irmão querido, um aclamado escritor de memórias e um reputado historiador.”, distingue Daniel Bunyard, o editor do livro, que chega às livrarias portuguesas esta terça-feira, dia 22 de setembro. “Embora estas páginas contenham inúmeras revelações que irão atrair uma atenção considerável, os leitores encontrarão também, pela primeira vez, e para todo o sempre, um tributo à altura da mulher adorada que foi a princesa Diana.”, continua.

A minha mãe disse-me muitas vezes que achava que ninguém conhecia melhor Diana do que eu. Crescemos juntos, eu e ela, sendo os elementos mais novos de uma família dividida pelo divórcio e ensombrada pela morte de um irmão.

No entanto, quando me perguntam, como tantas vezes acontece, «Como foi crescer com Diana?», o primeiro pensamento que me ocorre sempre é: «Mas eu não sei como teria sido não crescer com ela. Vivemos debaixo do mesmo teto, todas as noites, durante os primeiros sete anos da minha vida, e depois de entrarmos para o colégio interno passámos quase todas as férias juntos até Diana fazer dezasseis anos e eu treze.»

Em muitos aspetos, tínhamos uma relação convencional entre irmã mais velha e irmão mais novo. Eu era quase três anos mais novo do que ela e, sendo rapaz, fui sempre claramente mais imaturo. O Canto do Cisne é um livro que parte do sentimento de admiração que sentia por ela — em particular tendo em conta a dinâmica prevalecente em Park House, a casa onde passámos uma infância extremamente feliz e onde ela era não apenas a minha companheira de todas as horas, como, de certo modo, a minha principal cuidadora. Nos últimos anos, cumprimentava-me ou referia-se a mim na presença de terceiros como «maninho», apesar de eu já a ter ultrapassado uns bons 15 centímetros em altura.

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Charles Spencer: "Dificilmente Diana teria feito melhor" — KioskNews