Lula na ONU — discurso na Assembleia Geral começa às 10h; Trump fala depois


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Esta será a 11ª vez que Lula discursa na Assembleia Geral da ONU. No ano passado, o presidente brasileiro também fez seu pronunciamento em meio a um momento de tensão com os Estados Unidos.
Naquele momento, o governo brasileiro tentava uma saída diplomática para o primeiro tarifaço aplicado por Donald Trump ao país. Também se discutia a aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, sob a acusação de o ministro do STF ter agido politicamente na condenação de Jair Bolsonaro.
Mas apesar da tensão, os dois líderes apresentaram uma "ótima química" durante um encontro informal nos corredores do evento.
"Eu estava entrando (no plenário da ONU), e o líder do Brasil estava saindo. Eu o vi, ele me viu, e nos abraçamos. Na verdade, concordamos que nos encontraríamos na semana que vem", disse Trump na época. "Não tivemos muito tempo para conversar, tipo uns 20 segundos."
"Ele parece um cara muito legal, ele gosta de mim e eu gostei dele. E eu só faço negócio com gente de quem eu gosto. Quando não gosto deles, eu não faço. Quando eu não gosto, eu não gosto. Por 39 segundos, nós tivemos uma ótima química e isso é um bom sinal", afirmou o presidente americano ainda.

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O episódio foi um ponto de virada na relação entre os dois chefes de Estado, que passaram a dialogar e até tiveram um encontro presencial, que resultou na retirada de tarifas e sanções ao Brasil.
A relação voltou a desandar nos últimos meses, contudo.
O momento atual é particularmente delicado: a duas semanas das eleições brasileiras, com uma disputa comercial ainda sem solução e sob o risco de uma nova rodada de sanções do governo Donald Trump contra autoridades brasileiras.
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