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Tuesday, September 22, 2026

6h. Poder político recorda “o carisma” de Jorge Palma

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Seis horas. As notícias com Teresa Freire. Bom dia. Morreu Jorge Palma, um dos maiores nomes da música portuguesa. O cantor e compositor português tinha 76 anos. Morreu esta segunda-feira à noite, vítima de uma paragem cardiorrespiratória. A informação foi avançada pela família, através das redes sociais. Falam numa perda profunda e recordam uma carreira com mais de 50 anos, que deixa uma obra assinalável que faz parte da história de Portugal. Jorge Palma marcou várias gerações com canções como "Frágil", "Deixa-me Rir", "Bairro do Amor" e "Estrela do Mar". O cantor nasceu em 1950, em Lisboa, começou a estudar música aos seis anos e aos 14 deixou a música clássica para se dedicar ao pop rock. Editou o primeiro álbum, "Como uma Viagem na Palma da Mão", em 1975 e ao longo da carreira lançou 14 álbuns de originais, entre os mais conhecidos, o "Bairro do Amor", "Norte" e "Voo Noturno". O último trabalho foi editado há três anos, foi intitulado "Devida". Recebeu o Prêmio José Afonso em 2002 e o Prêmio Pedro Osório em 2012. Em 2020 foi distinguido com a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Lisboa e foi condecorado pelo então presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, como Comendador da Ordem de Infante D. Henrique. Em abril deste ano recebeu o Prêmio Carreira dos Play, prêmios da música portuguesa. Num discurso que crava o peito, o cantor recordou o 25 de abril e pediu a valorização da cultura em Portugal.

O atual primeiro-ministro, há uns tempos, disse que a cultura em Portugal é sistematicamente menosprezada, subvalorizada. Estou à espera que se faça, de facto, uma reforma eficaz, para que tudo isto, que as nossas forças não se gastem em vão. Malta, não podemos deixar que o 25 de abril se torne uma memória distante, uma imagem a desvanecer-se lá longe. Temos que reinventar o espírito de Abril de sempre. Liberdade, democracia, justiça. Malta, mãos à obra, vamos fazer deste país uma coisa que merece ser melhor.

Um trecho do discurso de Jorge Palma quando recebeu o Prêmio Carreira dos Play, prêmios da música portuguesa. O primeiro-ministro diz que Jorge Palma ajudou a transformar a cultura portuguesa com a voz única e músicas intemporais. Ainda ontem à noite, Luís Montenegro reagiu na rede social X. O primeiro-ministro escreve que Jorge Palma parte, mas a música fica. Fica nas palavras, nas melodias e na memória de várias gerações. A título pessoal e em nome do governo, o primeiro-ministro dirige à família e aos amigos de Jorge Palma as mais sentidas condolências. José Luís Carneiro recorda o homem livre, de criatividade singular e de autenticidade rara, que fez da música uma forma de celebrar a liberdade. Numa publicação no Instagram, o secretário-geral do PS diz que Jorge Palma deixa uma obra extraordinária, cheia de palavras, melodias e canções que atravessam gerações e que ficarão para sempre na memória coletiva dos portugueses. José Luís Carneiro deixa as condolências à família, amigos e a todos aqueles que com Jorge Palma fizeram caminho. O ministro dos Negócios Estrangeiros escreve que fica a voz, os poemas e o carisma de Jorge Palma. Paulo Rangel reagiu na rede social X, fala num dia muito triste para a música portuguesa e claro, para todos os que amavam o cantor. Termina a publicação a escrever: "O que ele já não vai viver, vamos nós agora inventar com ele". Seguimos com outras notícias. Já entrou em resolução o incêndio que deflagrou ontem à tarde em Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo. Durante a tarde chegaram a ser mobilizados 11 meios aéreos. De acordo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, o incêndio lavra numa zona com algumas aldeias nas proximidades, que se mantêm fora de perigo. O fogo entrou em fase de resolução na última meia hora. Por esta hora, além dos mais de 250 bombeiros, também estão no terreno 80 veículos. A ministra da Saúde avisa que reorganizar as urgências do SNS vai demorar um ano. Ainda assim, Ana Paula Martins diz que os primeiros resultados da reorganização serão conhecidos já em novembro.

Os primeiros resultados desta reorganização acontecerão no final do mês de novembro. O que eu quero dizer com isto? Estará em audição pública esta primeira parte do trabalho deste grupo de especialistas, por uma questão de transparência, tem que estar, e depois avançaremos para essa regionalização das urgências.

Ana Paula Martins admite a falta de recursos no SNS e diz que a solução deve passar pela concentração e otimização. A ministra assinou esta segunda-feira um artigo de opinião no Jornal de Notícias, em que sublinhou que reformar exige coragem aos atores políticos, tempo de concretização, perseverança e capacidade de gerir os descontentamentos. Confrontada pelos jornalistas, a ministra recusa que seja um autoelogio ao governo.

O artigo que eu escrevi não pretendia, de forma alguma, ser nenhuma ode ao trabalho que temos feito. Ou seja, eu falo do trabalho que temos feito, mas também falo de factos com números que não estão bem Naturalmente. E, portanto, o que eu lhe posso dizer? A consciência não me pesa porque eu estou a cumprir o meu dever. E eu já disse isto várias vezes. Mesmo atendendo àquilo que os barómetros dizem, e eu compreendo, eu não confundo popularidade com responsabilidade.

Ana Paula Martins, em declarações aos jornalistas no âmbito da inauguração do Hospital Luzia de Hesbeloira, em Sintra. Na atualidade internacional, Donald Trump e Volodymyr Zelensky encontram-se hoje em Nova Iorque, à margem da Assembleia Geral da ONU. A energia vai estar no centro das conversações. O presidente norte-americano deverá pressionar o homólogo ucraniano para travar os ataques às refinarias e a outras instalações energéticas russas. A reunião acontece num momento particularmente sensível, com Donald Trump a tentar relançar esforços para travar a escalada da guerra. O encontro acontece no dia em que arranca o debate geral da sessão 81 da Assembleia Geral da ONU. Vai contar com a presença de 116 chefes de Estado e de Governo. Portugal vai estar representado pelo primeiro-ministro. Luís Montenegro vai discursar apenas na quinta-feira à tarde. A sessão anual termina na próxima segunda-feira e é a última para António Guterres enquanto secretário-geral da ONU. A Rússia pode testar a NATO nos próximos meses. É o alerta deixado pelos responsáveis das secretas da República Checa, da Letónia e da Suécia, citados pelo jornal britânico The Guardian. As avaliações divergem quanto ao risco de um ataque, mas convergem num ponto: Moscovo prepara-se para intensificar as ações de sabotagem na Europa. Beatriz Félix.

Meses e não anos. Este é o horizonte apontado pelo responsável do Serviço da Segurança da República Checa para um possível teste russo à NATO. O responsável checo admite uma incursão limitada em território da aliança junto à fronteira com a Rússia e fala ainda em possíveis provocações de falsa bandeira ou campanhas de influência. A Letónia tem uma avaliação diferente. O diretor do Serviço de Segurança letão diz que não há sinais de um ataque iminente, embora admita que Moscovo esteja a preparar ações mais decisivas na Europa. Já o chefe das informações militares da Suécia considera um ponto de viragem o caso de um drone armado enviado para o aeroporto de Leipzig, na Alemanha. Um incidente atribuído pelas autoridades alemãs aos serviços de informações russos. Para o responsável sueco, a campanha russa tem três objetivos: reduzir o apoio à Ucrânia, criar divisões dentro da Aliança Atlântica e alarmar as populações europeias. Avaliações diferentes, mas uma mesma preocupação. Os três responsáveis admitem que a sabotagem russa na Europa deverá intensificar-se nos próximos meses. O Kremlin, contudo, rejeita qualquer intenção de atacar a NATO e diz que os rumores não têm relação com a realidade, nem com as intenções russas.

A jornalista Beatriz Félix, com os alertas dos responsáveis das secretas da República Checa, da Letónia e da Suécia. No Médio Oriente, a Guarda Revolucionária Iraniana garante estar preparada para responder a novos ataques dos Estados Unidos e de Israel. O braço militar do regime diz que Washington e Jerusalém vão ter de abandonar o Médio Oriente mais cedo ou mais tarde. A ameaça surge depois do comando militar iraniano ter recebido informações de que os Estados Unidos estão a preparar-se para retomar os ataques contra Teerão, que ameaça retaliar contra as bases e interesses norte-americanos na região. Isto numa altura em que Donald Trump admite estar no impasse. Em entrevista à Axios, o presidente dos Estados Unidos admitiu que está a ponderar retomar as operações militares contra o Irão. Ponto final neste jornal das 06h. A informação volta a ser atualizada às 06h30. Antes temos conferência de imprensa.

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