Bollywood HungamaAnushka Sen named Indian global ambassador for Newport Beach Film Festival 2026PunchChina pulls out of Sri Lanka port logistics ventureInquirer5 fishermen nabbed for alleged blast fishing in Occidental MindoroThe Jerusalem PostMassive overnight Russian attack leaves over half a million Ukrainians without power, Zelensky saysInquirer EntertainmentFilipino model Christina Nadin walks Victoria’s Secret Fashion Show 2026 runwayUN NewsProtecting Earth’s fragile biodiversity takes spotlight at Armenia talksCBS NewsCartel members linked to murders of 10 workers from Canadian companyVarietyBrit Coming-of-Age Comedy ‘The State of Us’ Lands U.K. Theatrical Deal With Vertigo (EXCLUSIVE)GIGAZINEMetaが「ニュースサイトからの情報収集を可能とする利用規約」を削除ZDF heuteEntdecken Sie das ZDF-NachrichtenstudioThe Sydney Morning HeraldPatterson hits 16th first-class tonObservador DesportoReitoria da Fernando Pessoa recusa regulamento sem pré-aviso
The Daily Newsstand · Free, Always
Monday, October 19, 2026

Acampamentos: os políticos não podem mostrar medo de agir

Translate

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Este é o Bom, o Mau e o Vilão das manhãs 360, sempre com Miguel Pinheiro. Fala, Miguel. Bom dia, boa semana. Bom dia. Bom dia. Quem é o teu bom de hoje? O bom é Luís Montenegro, porque nós este fim de semana tivemos protestos ativistas sobre habitação em Lisboa e no Porto, e tivemos uma manifestação da CGTP que tentou apanhar a boleia do que estava acontecendo nas duas principais cidades do país. Mas nesta manifestação houve uma pessoa que foi entrevistada pela CNN Portugal e que eu imagino que o Luís Montenegro adoraria conhecer e talvez, quem sabe, condecorar. Porque a jornalista perguntou à manifestante se tinha comprado casa ou se pagava uma renda, era isso que estava em causa ali na manifestação, e a resposta foi esta, vou citar: "Tive sorte de ter uma situação familiar que me permitiu comprar casa e dar uma entrada e também de ter o apoio do governo. Deve ter sido das poucas coisas que fez." E a jornalista até ficou surpreendida e disse: "Ah, conseguiu comprar casa com ajudas fiscais?" E a resposta foi: "Sim, com ajudas fiscais e com ajuda da família." Portanto, pelos vistos, as políticas do governo estão a correr tão bem que até ajudam os manifestantes da CGTP a comprarem casa. Eu acho que Luís Montenegro deve estar sempre a pôr para trás na box.

Sim, deve estar a isolar aquele videozinho, que é para fazer perdurar na memória depois.

Seguramente. O teu mau é Pedro Duarte. Sim, porque depois de ter dito que ia ser absolutamente implacável com qualquer tentativa de colocação de tendas na Praça Dom João I, o presidente da Câmara do Porto começou a recuar a grande velocidade. Ontem Pedro Duarte disse isto: "Na quinta-feira, o meu gabinete contactou os organizadores da manifestação, no sentido de podermos promover uma reunião para podermos dialogar sobre o problema da habitação e o convite mantém-se." E depois acrescentou, cheio de medo de incomodar os ativistas, ele disse isto: "Estamos a aguardar, não tivemos nenhuma resposta, mas também não quero com isso estar a criticar ninguém, porque é quando entenderem. Portanto, as portas da Câmara estão abertas para esse efeito." As portas da Câmara estão abertas para quando entenderem, pode ser às três da manhã, os ativistas irem lá apresentar as suas reivindicações, com tanta base. Eles têm tanto apoio popular que as portas da Câmara estão abertas. Ora, obviamente, os ativistas perceberam logo que o autarca estava a sentir-se numa posição de fragilidade e por isso aproveitaram e disseram que se quiser conversar, Pedro Duarte tem de mandar um convite através de canais públicos. E depois ainda decidiram, claro, em assembleia popular, que ele deveria: um, comparecer na Praça Dom João I. Não são cá agora os ativistas que vão ter de ir à Câmara. Não, o súbdito vai ter ao sítio onde está o poder, não é cá agora o contrário. E dois, Pedro Duarte deveria ir acompanhado por um moderador consensual, porque obviamente, estes políticos não são de confiar. Portanto, leva um moderador consensual, porque não há cá conversas assim sem testemunhas. Em Lisboa, as tendas, pelo menos à hora que estamos a falar, também se mantêm. E parece-me a mim que os políticos ainda não perceberam que não podem mostrar medo de agir. Isso só faz com que o problema se agrave. E também se estão a esquecer de que há muita gente que quando discorda das autoridades, não vai montar tendas numa praça. Há muita gente que não faz isso. Mas se a partir de agora é assim que as coisas funcionam, então se calhar vamos num caminho diferente. As pessoas ficam a saber: se querem ser ouvidas, ocupem praças e montem tendas.

Podemos ter a barraca armada, basicamente.

Muito bem, Paulo.

É um bom recadinho.

Vou deixar a graça respirar um pouquinho. Muito bem. Vou copiar essa. Miguel, o teu vilão também tem a ver com este tema. Tem a ver com o tema da habitação e tem a ver com o tema políticos com medo, porque o vilão é André Ventura. Depois de ter recuado no pacote laboral, recua agora na lei do arrendamento. O líder do Chega fez, como se sabe, um pré-acordo com o PSD para aprovar as mudanças à lei do arrendamento, mas ontem André Ventura deu uma conferência de imprensa a ameaçar chumbar a lei. Segundo ele, afinal, a legislação que o PSD pretende aprovar permite o aumento brutal de rendas e despejos no país e fará com que Portugal tenha um mercado selvagem. E realmente não há dúvida, André Ventura assusta-se com muito pouco. Basta dizer buh, já está cheio de medo.

Mas ao mesmo tempo o assunto está resolvido, porque o Chega vai apresentar um pacote legislativo de emergência para habitação.

Sim, e eu acho que se aplicarmos as medidas defendidas pelas assembleias populares, aí é que fica resolvidíssimo. Olha, precisaremos todos de muitas tendas. Aí não há dúvida. Miguel, esta manhã tens ainda um esclarecimento a fazer. Olha, sim, senhora. Há dias eu coloquei Mário Mourão no vilão, porque o líder da UGT deu uma entrevista à Renascença e ao Público, onde lamentava aquilo que dizia ser a serenidade relativamente à forma como nós encaramos as questões em Portugal. E depois também o critiquei por dizer isto: "Ainda bem que em Espanha, em França, as pessoas vêm pra rua. Em Portugal, ainda não há essa cultura." E como Mário Mourão podia estar distraído, eu disse o seguinte: talvez seja útil fazer notar a Mário Mourão que em França, por exemplo, que ele tanto admira, houve edifícios incendiados, houve arremesso de pirotecnia contra a polícia, houve violência contra professores. Mário Mourão não gostou e por isso, atenção, ele disse isto, só para não haver dúvidas, mas mandou o seguinte esclarecimento que eu vou ler. É um bocadinho longo, mas eu acho que vale a pena. Deixem-me só avisar que sempre que se refere a mim, Mário Mourão escreve jornalista entre aspas. Ok? Só para as pessoas não acharem que eu sou mesmo jornalista. Então cá vai: "o 'jornalista' autor daquele espaço, prosseguindo a sua continuada campanha em prol da extrema-direita", portanto, isto sou eu, o jornalista entre aspas, que faz campanha pela extrema-direita, "descontextualizou a minha afirmação", diz Mário Mourão, "em entrevista à Rádio Renascença e ao Público, segundo a qual, passo a citar: 'Ainda bem que em Espanha e em França as pessoas vêm para a rua. Em Portugal ainda não há essa cultura.' O tal 'jornalista', numa tentativa grotesca de atentar contra o meu bom nome e contra a elevação que tem pautado o meu percurso sindical, pretendeu conotar a minha afirmação com qualquer hipotético apoio meu à violência introduzida nas manifestações estudantis em França e nos protestos relativos à falta de habitação em Espanha por grupos de extrema-direita, com o objetivo de causar o descrédito sobre as causas daquela revolta e sobre quem as defende." Abrir parênteses. Mário Mourão acha, pelo menos aqui, que a violência em França e em Espanha não foi de extrema-esquerda, foi de extrema-direita. Fechar parênteses. "A incontornável verdade é que acompanho e estou plenamente de acordo com as justas aspirações e manifestações populares que reclamem melhores condições de vida para os cidadãos e para as famílias, designadamente no que diz respeito à valorização dos salários, ao direito à habitação condigna e a um sistema de educação público de qualidade." Aguentem aí, calma, isto está quase. "A incontornável verdade é que rejeito, de forma inequívoca e definitiva, qualquer tipo de violência, atos de vandalismo ou distúrbios que desvirtuem o sentido cívico e pacífico do protesto social." Abrir parênteses. Ainda bem, Mário Mourão, ficamos todos mais descansados. Fechar parênteses. "Os estudantes que participam nas manifestações de França e os cidadãos presentes nos protestos pela habitação em Espanha não são extremistas. Extremistas são os grupelhos de extrema-direita e de extrema-esquerda, que insidiosamente se introduziram no seu seio com o objetivo de provocar o caos social." Abrir parênteses. Afinal, também havia grupelhos de extrema-esquerda. Lá em cima era só a extrema-direita, aqui também há a extrema-esquerda. Fechar parênteses. "Neste contexto, a violência que se introduziu nas manifestações não é de origem estudantil, é pura e simplesmente um caso de polícia." Abrir parênteses outra vez. Por acaso, segundo os dados do Ministério da Justiça francês, foram detidos quase 7 mil menores de idade, que representam mais de 80% dos detidos. E no início disse-se: "Meu Deus, estão a deter menores, é o fascismo", mas afinal já não são os estudantes. Enfim, fechar parênteses. Está quase a acabar. "A defesa dos direitos dos cidadãos, nomeadamente dos trabalhadores, faz-se pela força dos argumentos, pela mobilização consciente e pelo exercício democrático, nunca através da violência, como a que é praticada pelos extremistas de quem o tal 'jornalista' se faz eco." Sou eu outra vez. Cá estou eu outra vez a aparecer. "A resolução estrutural dos problemas do país exige a busca constante de soluções e de compromissos sérios, privilegiando-se para o efeito o espaço legítimo da concertação social como fórum essencial para alcançar acordos que sirvam o interesse nacional e o progresso social." Está quase a acabar. "Acordos e não violência, diálogo e não vandalismo, negociações e não distúrbios. Estes sempre foram, são e serão os meus propósitos, por muito que isso custe à extrema-direita tão querida ao..." Já adivinharam. "Ao tal 'jornalista'. Ao longo de toda a minha vida tenho participado ativamente em inúmeras manifestações e lutas sindicais, pautando sempre a minha conduta pela defesa intransigente da paz social, nunca se tendo verificado, em nenhuma dessas ocasiões, qualquer tipo de incidente ou atos de violência. Finalmente, por muito que se esforce o tal 'jornalista', jamais me impedirá de continuar a lutar por um Portugal mais justo, coeso e desenvolvido, sempre no estrito respeito pelos princípios democráticos e pela legalidade." E assim falou Mário Mourão. Eu não vou dizer mais nada, ainda por cima, eu acho que toda a gente tem visto as imagens deste fim de semana em França. Acho que as coisas ficaram muito claras e aqui está o esclarecimento. Mário Mourão nem pediu que eu lesse isto, mas eu acho que a bem dos nossos ouvintes, o deveria fazer.

Fica claríssimo que a culpa é tua, isto tudo em França e em Espanha.

View the original on Observador Desporto →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.