Três cartórios estão envolvidos nas acusações de golpes contra Di Genio

Procurado pelo UOL, Ubiratan Guimarães, responsável pelo cartório, afirmou que "não compete ao tabelião —nesta situação— analisar o conteúdo ou a validade jurídica do documento que lhe é apresentado, pois a finalidade da autenticação é comprovar que a cópia respectiva corresponde ao original apresentado".
"Importante frisar que a autenticação de cópia não tem o objetivo de validar o conteúdo intrínseco do documento. Quanto ao reconhecimento de firma, sem dúvida é uma cautela indiscutível para garantia de segurança jurídica aos contratantes, porém, trata-se de uma faculdade dos interessados", acrescentou.
Quem fez a arbitragem do caso e sentenciou a família Di Genio a pagar a suposta dívida foi a juíza arbitral Aline Boaventura, que é ré no processo que trata da acusação de golpe. Ela lavrou uma ata no 19º Tabelião de Notas da Capital declarando que o fórum existe desde 2018 e que lá atua desde 2024.
O Deic procurou o cartório em março de 2026 para conferir a autenticidade de assinaturas e outras informações. O escrevente Gustavo Andolpho respondeu por email que "o documento se trata de uma carta de sentença, a qual é apenas uma autenticação de cópia de um processo judicial", e ponderou que "a atestação de veracidade dos documentos contidos no processo não compete ao notário".
O cartório registrou 461 mil documentos e ganhou mais de R$ 78,6 milhões em 2025.
A defesa de Boaventura diz que os documentos do caso foram registrados em cartório. "A documentação é verdadeira. Eu, você ou qualquer outro Zé, nós não conseguimos mudar a concepção se o documento é verdadeiro ou é falso, quando o cartório diz que é verdadeiro", afirma o advogado Guilherme Amaral, em entrevista por Teams.
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