Por que é difícil para as pesquisas preverem quem ganha para o Senado

Da mesma forma, no Distrito Federal, Damares Alves (Republicanos) virou sobre Flávia Arruda (PL). Ela foi eleita com 44,98% dos votos, ante 27,05% da segunda colocada. No Rio Grande do Sul, Hamilton Mourão (Republicanos) bateu Olívio Dutra (PT), por 44,11 a 37,85%. Ambos os casos contrariaram as pesquisas.
Quando duas cadeiras por estado estão em disputa, como acontece neste ano, as diferenças tendem a ser ainda maior. Em 2018, quando dois terços do Senado foram renovados, Dilma Rousseff (PT) liderava com folga em Minas Gerais, mas acabou em quarto lugar. No mesmo ano, em São Paulo, Eduardo Suplicy (PT) figurava na ponta nas intenções até a véspera, mas as vagas ficaram com Major Olímpio (PSL) e Mara Gabrilli (PSDB).
Decisão sobre o Senado fica para o final
Apesar de ser um cargo majoritário e com mandato de oito anos, historicamente, a votação para o Senado recebe atenção do eleitor muito mais tarde. Quando os institutos de pesquisa encerram a coleta de campo na sexta-feira ou no sábado anterior ao pleito, há um grande contingente de indecisos.
"As pessoas não estão pensando na eleição para o Senado e deixam para a última hora", segundo Luciana Chong, do Datafolha. Esse eleitor decide o voto no último instante, muitas vezes influenciado pelo "santinho" recolhido no chão ou pela sugestão de um familiar, explicou a especialista.
Em 2018, 22% dos eleitores disseram ter decidido o voto para senador no dia da eleição e 10%, na véspera, segundo o Datafolha. A pesquisa feita logo depois do primeiro turno mostrou ainda que 42% escolheram seus candidatos pelo menos um mês antes; enquanto 13% disseram que tinham os nomes definidos uma semana antes; e outros 13%, 15 dias antes.
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