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Wednesday, October 21, 2026

Starbucks exige consumo obrigatório para ocupar lugar

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A cadeia norte-americana Starbucks vai passar a exigir que os clientes efetuem uma compra para ocupar lugares nas mais de oito mil cafetarias que possui na China, decisão que está a dividir os consumidores chineses.

A Starbucks China confirmou esta quarta-feira ao jornal local The Paper que a nova política entrará em vigor na quinta-feira, em todos os estabelecimentos do país, onde serão colocados avisos para informar os clientes.

A empresa garantiu que vai dar instruções uniformes aos funcionários para aplicarem a regra de forma cordial e flexível, sobretudo em situações excecionais ou quando mulheres grávidas e pessoas com mobilidade reduzida necessitem de assistência.

O anúncio provocou reações divergentes entre os consumidores chineses, com alguns a defenderem que os lugares devem ser reservados a clientes que efetuam compras, enquanto outros consideram que a restrição prejudica a imagem da marca e limita a função das cafetarias como espaços de encontro e descanso.

A decisão surge após vários episódios polémicos relacionados com a ocupação prolongada de mesas por pessoas que não efetuavam qualquer consumo.

Em 2024, funcionários de uma cafetaria em Xi’an, no centro da China, pediram a vários clientes que abandonassem o estabelecimento por não terem efetuado compras.

Em julho de 2025, uma loja em Tianjin, no norte do país, retirou avisos que exigiam o consumo obrigatório para ocupar lugares, após críticas dos clientes.

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Noutro caso, em Nanchong, no sudoeste da China, uma cafetaria chegou a prender com correntes as mesas e cadeiras exteriores, devido à ocupação frequente por pessoas que não compravam qualquer produto.

A medida já tem precedentes nos Estados Unidos e no Canadá, onde a Starbucks voltou a exigir, em janeiro de 2025, que os clientes efetuassem compras para utilizar as instalações, incluindo as casas de banho.

A decisão pôs fim a uma política de acesso livre adotada em 2018, após a polémica detenção de dois homens negros numa cafetaria da cadeia em Filadélfia, nos Estados Unidos.

A nova regra reacendeu também o debate sobre o conceito de “terceiro espaço”, utilizado tradicionalmente pela Starbucks para apresentar os seus estabelecimentos como locais de convívio e descanso, para além da casa e do trabalho.

A cadeia norte-americana, que no final de setembro contava com 8.342 cafetarias na China, enfrenta uma concorrência crescente de marcas locais que praticam preços mais baixos.

Em abril, a Starbucks concluiu uma parceria com a sociedade de investimento Boyu Capital, acordada em novembro de 2025, para gerir o negócio no mercado chinês.

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