EUA barram visto de presidente palestino a dias da Assembleia Geral da ONU
O governo do presidente dos Estados Unidos Donald Trump voltou a negar os vistos ao presidente da AP (Autoridade Palestina), Mahmoud Abbas, e autoridades da AP para viajarem aos Estados Unidos para a Assembleia Geral da ONU na próxima semana.
O governo também negou vistos a Abbas e a autoridades da AP no ano passado.
Em vez de uma delegação de alto nível composta por líderes da AP, os palestinos serão novamente representados no encontro global pelo embaixador junto à ONU e pela missão palestina nas Nações Unidas.
Leia mais
Trump deve se reunir com líderes do Golfo para discutir guerra com Irã Autoridades dos EUA se reuniram com os Houthis em Omã, segundo fontes Assembleia Geral da ONU: entenda como funciona
Nesta quarta-feira (16), o Departamento de Estado citou uma suposta falha da AP e da OLP (Organização para a Libertação da Palestina) em "cumprir seus compromissos" previstos na legislação dos EUA como motivo para a manutenção das sanções de visto.
A negativa de vistos ocorre em um momento em que se espera que o Oriente Médio seja um tema central de discussão na Assembleia Geral da ONU, com a previsão de um evento de alto nível sobre a solução de dois Estados, organizado pela França e pela Arábia Saudita.
"Como consequência de sua falha em realizar reformas — contrariando os compromissos assumidos com os Estados Unidos — e de suas atividades contínuas que minam as perspectivas de paz, os Estados Unidos prorrogarão as sanções que negam vistos a membros da OLP e autoridades da AP, em conformidade com a seção 604(a)(1) da MEPCA", afirmou o Departamento de Estado em um comunicado, citando uma lei de 2002.
"O Departamento manteve a isenção permanente para o pessoal notificado como integrante da Missão de Observação da OLP junto às Nações Unidas, assim como ocorreu em decisões anteriores do Departamento", informaram.
"É do nosso interesse nacional impor consequências e responsabilizar a OLP e a AP pela glorificação do terrorismo", acrescentaram.
As supostas falhas na implementação de reformas citadas pelo Departamento de Estado incluem "tomar medidas para internacionalizar o conflito israelense-palestino, inclusive por meio do TPI (Tribunal Penal Internacional) e da CIJ (Corte Internacional de Justiça)".
O governo Trump tem adotado medidas agressivas contra o TPI.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.