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Friday, September 18, 2026

Sant lança ‘O Que Separa os Homens dos Meninos Vol. II’, com Emicida, Duquesa, Céu e mais

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Onze anos após o álbum que marcou o rap introspectivo brasileiro, o rapper carioca retorna ao universo da obra que definiu sua carreira com reflexões sobre tempo, amadurecimento e legado

Kadu Soares (@kadusoares__)

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Sant
Sant (Foto: Ciro Neves)

Sant lançou nesta quarta, 16, O Que Separa os Homens dos Meninos Vol. II, pela Som Livre. Com 11 faixas, o disco reúne participações de Emicida, Bia Ferreira, Céu, L7NNON, Duquesa, MC Marechal, Tiago Mac, Lil Whind, 2ZDinizz, DJ KL Jay e outros nomes, com produção central de LP Beatzz. Onze anos depois de apresentar O Que Separa os Homens dos Meninos (2015), um divisor de águas do rap introspectivo nacional, o rapper da Zona Norte do Rio de Janeiro revisita a pergunta que dá título à obra a partir de tudo o que veio depois: idas e voltas ao território onde cresceu, uma interrupção e uma retomada na relação com o rap, novas estruturas e uma família construída.

O conceito do álbum nasce da ideia de tempo como organizador da narrativa. Para Sant, o segundo volume ocupa o espaço intermediário de uma trilogia planejada desde o início. “Eu sabia que as experiências que me levaram a compor o primeiro volume ainda eram apenas de um menino e que eu precisava compartilhá-las para viver novas experiências enquanto homem”, disse o rapper em comunicado enviado à imprensa. A diferença entre os dois volumes é, também, a diferença entre dois estados: “No primeiro volume era esse grito de um menino que precisava mostrar alguma coisa para o mundo, ainda sem saber muito bem o quê — muito menos como. Era a vontade de um incendiário; agora, eu sou bombeiro”

A construção do álbum começou com MC Marechal, produtor do primeiro volume e parceiro histórico de Sant, que ajudou a definir temas, nomes das faixas e a textura das batidas em uma única sessão. Com a saída de Marechal do projeto antes da finalização, LP Beatzz assumiu a produção central e deu unidade às 11 faixas, conectando diferentes momentos da trajetória do artista. “O LP é um gênio; ele faz esse tipo de coisa dar certo”, celebrou Sant. MC Marechal ainda assina a produção de “Meio”, feat. L7NNON, lançada como single em 2025.

As participações foram construídas a partir de vínculos reais. O exemplo mais claro é a faixa-título, que conta com Emicida. “Não existia outra pessoa no mundo que eu cogitaria chamar para participar dessa música além dele”, disse Sant. Em “Nossa Luta Parece Infinita”, Bia Ferreira foi convidada para interpretar apenas a frase inicial e acabou entregando o refrão completo. “Corre” começou como interlúdio e virou cypher à medida que Sant apresentava a música a pessoas envolvidas, reunindo Pecaos, ADL, Clara Lima, Duquesa e 2ZDinizz em uma única faixa. “Cada pessoa que participou do disco é muito especial para mim — e, de alguma forma, para o contexto”, afirmou.

Junto com o álbum, Sant lançou um curta-metragem que retoma a linguagem documental do primeiro volume e mergulha em sua relação com família, amizades e território. Se o primeiro filme registrava um jovem construindo sua trajetória, o segundo acompanha a pessoa que ele se tornou. “Esse disco, falar dessas coisas, é também forçar a gente, como inconsciente coletivo, a olhar e pensar: ‘No mínimo, a gente já não é mais o mesmo’”, disse. Com mais de 1 bilhão de streams somados nas plataformas, Sant entrega o segundo capítulo de uma trilogia que, desde o início, nunca teve pressa de chegar ao fim.

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Kadu Soares (@kadusoares__)

Kadu Soares é formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, possui um perfil no TikTok e um blog no Substack, onde faz reviews de projetos musicais.

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