Palmas para Jorge no adeus ao mestre da Terra dos Sonhos

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Palmas para Jorge na Voz do Operário e também ao operário de tantos poemas e canções da língua portuguesa. No último adeus, um mar de outras vozes que juntas compõem o bairro do amor por Jorge Palma. À porta, muitos esperavam para homenagear e agradecer de forma silenciosa ao compositor que acompanhou tantas gerações em muitos momentos. Tiago Melo é exemplo disso.
Tudo aquilo que implica o crescimento, conhecer pessoas, dar-nos com pessoas, ter desilusões, ter amores, ter tudo e mais alguma coisa. E Jorge Palma consegue, efetivamente, nas suas letras, traduzir isso.
Nós já vivemos 100 mil anos, encosta-te a mim. Talvez estejas a chegar, encosta-te a mim. Dá cabo dos teus desenganos.
Da porta ao último andar da Voz do Operário, o caminho faz-se em silêncio até chegar à sala onde o corpo do cantor descansa, mas sempre rodeado de amigos e até daqueles com quem nunca se chegou a cruzar. As caras conhecidas acabam por chegar e da música à política, muitos vieram recordar Jorge Palma. Marcelo Rebelo de Sousa fala no artista singular, um cantor como não há muitos.
Eu juntava originalidade nas letras e nas músicas com poucos. À doçura.
Carlos Moedas, também de passagem, lembra Jorge Palma com uma capacidade única de ler a emoção humana. Já Margarida Balseiro Lopes fala de um homem livre. E das bancadas do Parlamento para a Voz do Operário, Paulo Raimundo, do PCP, deixa ponto assente: a partida de Jorge Palma não faz com que o legado se perca.
O Jorge foi embora, mas a sua obra, mesmo que ele quisesse, vai ficar sempre entre nós.
Fica entre todas as gerações que cresceram a ouvir músicas de Jorge Palma, o criador da "Terra dos Sonhos". Jorge Palma foi embora juntamente com o verão, mas João Gil, cantor e amigo, garante: Palma era amado e sabia.
Foi amado em vida, soube o quanto os portugueses gostavam dele e amavam-no. Ele amava os portugueses.
O legado deste nome maior da música feita em português fica em boas mãos, porque enquanto houver estrada para andar, o nome de Jorge Palma não vai ser apagado. As palavras que deixa serão eternas.
Enquanto houver vento e mar, a gente não vai parar. Enquanto houver vento e mar.
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