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Thursday, October 22, 2026

PF diz que encontrou sala secreta com máquina de contar dinheiro no hangar de Willer Tomaz; veja imagens

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A informação foi revelada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e confirmada pela TV Globo. A suspeita da PF é que a sala secreta teria sido usada para guardar bens, inclusive dinheiro vivo.

Investigadores chegaram até o local em agosto deste ano, após uma denúncia anônima apontando a existência da sala oculta no hangar, que pouco antes havia sido alvo de cumprimento de mandado de busca e apreensão pela própria PF.

Em nota, a defesa de Willer Tomaz confirmou a existência de uma “sala-cofre” e seus equipamentos no hangar e disse que se trata de uma “estrutura operacional destinada ao atendimento de empresas de transporte de valores” que são clientes das empresas de aviação do advogado.

A nota afirma que “é fantasiosa e beira o ridículo a insinuação de que essas instalações seriam utilizadas para armazenar ou contar dinheiro de origem ilícita.” Diz ainda que “atribuir conotação criminosa a essas instalações, sem qualquer prova, é uma tentativa irresponsável de fabricar suspeitas onde não existem fatos”. (Veja a íntegra da nota)

A TV Globo teve acesso a imagens que mostram que a porta da sala, aparentemente blindada, ficava atrás de um painel de madeira.

💰 Dentro da sala, os policiais encontraram prateleiras, malas e uma máquina de contar dinheiro. Não havia dinheiro vivo no local.

O mandado no hangar foi cumprido dentro de uma das fases da operação Sem Desconto que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria beneficiado o senador Weverton Rocha (PDT). A suspeita é que os recursos tenham vindo das fraudes contra aposentados do INSS.

Willer Tomaz foi um dos alvos da operação. Na casa dele, policiais encontraram uma outra máquina de contar dinheiro. Os agentes também apreenderam quatro aviões de empresas do advogado. Na época, Tomaz disse que jamais teve envolvimento com os fatos apurados pela operação.

Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS realiza reunião para oitiva do advogado Willer Tomaz e apreciação de requerimentos. — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Inquérito apura lavagem de dinheiro

A investigação começou na primeira instância da Justiça Federal no Rio Grande do Sul, onde eram apurados crimes como lavagem de dinheiro e evasão de divisas e a utilização de casas de apostas no suposto esquema.

A PF gaúcha quebrou o sigilo telemático de Willer Tomaz e encontrou e-mails que apontavam que Flávio Bolsonaro foi cadastrado como "usuário master" de uma conta bancária da empresa Alcazar Holdings, de propriedade de Tomaz.

Devido ao foro especial do senador Flávio, o caso subiu do Rio Grande do Sul para o Supremo em 8 de outubro. A Procuradoria-Geral da República analisou os indícios e se manifestou pela abertura da investigação.

A abertura do inquérito foi noticiada inicialmente pelo jornal "O Estado de S. Paulo" e confirmada pelo g1.

Esse é o segundo inquérito no STF em que Flávio é um dos investigados. O primeiro, sob relatoria do ministro André Mendonça, foi aberto em julho e apura o financiamento do filme Dark Horse por Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Flávio e o advogado Willer Tomaz são amigos e têm afirmado que não têm negócios juntos.

Leia a íntegra da nota de Willer Tomaz:

"A sala-cofre e os equipamentos instalados no hangar integram a estrutura operacional destinada ao atendimento de empresas de transporte de valores, clientes das empresas de aviação. O transporte aéreo de numerário está sujeito a rigorosos protocolos de segurança, controle e custódia, conforme a regulamentação aplicável. A existência de ambientes protegidos, malotes e máquinas contadoras de cédulas é compatível com essa atividade e não constitui indício de irregularidade.

É fantasiosa e beira o ridículo a insinuação de que essas instalações seriam utilizadas para armazenar ou contar dinheiro de origem ilícita. Nenhuma quantia foi encontrada no local. Causa perplexidade que a própria Polícia Federal, responsável pela fiscalização do setor de segurança privada, pretenda transformar equipamentos associados a uma atividade lícita em suspeita criminal. Atribuir conotação criminosa a essas instalações, sem qualquer prova, é uma tentativa irresponsável de fabricar suspeitas onde não existem fatos."

View the original on G1 →

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