Pimenta assume "prova perfeita" no título de K1 5000
"Foi uma prova mesmo das mais perfeitas que eu fiz até hoje em 5.000 metros com as portagens. Fui tentar dominar a regata toda e consegui fazê-lo de uma forma perfeita. Fazer cinco quilómetros praticamente todos à frente, a responder todos os ataques e na parte final ainda conseguir ter energia para ‘sprintar’ e vencer… é sem dúvida é um momento muito bonito”, resumiu.
Numa regata que cedo isolou os quatro candidatos mais fortes, Fernando Pimenta cortou a meta em 24.15,72 minutos, impondo-se ao sul-africano Hamish Lovemore, que se tinha resguardado a prova toda, por 1,45 segundos, e ao dinamarquês Mads Pedersen, por 2,45, ambos mais especialistas em maratonas, como o evento que decorreu no Lago de Malta, com cinco portagens que obrigavam os atletas a sair da água, correr numa plataforma com o caiaque e voltar à água.
Em K1 5.000, Fernando Pimenta tinha sido campeão do Mundo em 2017 e 2018, prata em 2021, 2023 e 2024, e bronze em 2019.
O mais velho campeão do Mundo, aos 37 anos, e o mais medalhado de sempre nesta competição em K1 1.000, diz que a sua maior motivação para competir a este nível são os “verdadeiros amigos”, os que, por exemplo, após a deceção em Paris2024, onde foi sexto, o entusiasmaram a não baixar os braços.
“Quando em 2023 disse que muito provavelmente era um dos atletas mais resilientes e mais fortes do planeta, provavelmente este fim de semana demonstrei isso mesmo”, sublinhou.
Sem antecipar metas específicas para o futuro, acrescentou: “Enquanto tiver energia, força física e mental, cá estarei a tentar lutar pelos lugares de cima. No ano passado consegui uma medalha de bronze, saí de Milão muito desapontado, estava triste, muito triste comigo. Este ano não foi questão de vingança, desfrutei o ano e a época”.
Apenas a mágoa de estar longe da mulher Joana e dos filhos Margarida e Santiago, porém, assegura, é por eles que “tudo faz sentido”.
Além das medalhas de ouro de Fernando Pimenta em K1 1.000 e 5.000, Portugal conquistou a prata em K2 500 com João Ribeiro e Messias Batista, que, juntamente com Gustavo Santos e Pedro Casinha, foram bronze em K4 500.
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