PunchOluremi Tinubu seeks Christian unity, as CAN honours Obasanjo, Gowon, others at 50InquirerRed tide warning up over Samar’s Irong-Irong BayESPN DeportesChelsea consiguió tres puntos ante un Everton que no dejó de lucharCNN TürkTürkiye’de elektrikli araç şarj tüketimi eylülde yüzde 14,6 azaldıThe Jerusalem PostBritain’s lesson for Israel: The West Bank settlement policy has consequences - opinionESPNDropping your QB? Six fantasy replacements to pick up ASAP for Week 6Bollywood HungamaCountry Delight names Rishab Shetty as its new brand ambassadorRTP DesportoOuro renovado. Iúri Leitão volta a sagrar-se campeão mundial de ciclismo de pistaZDF heuteEntdecken Sie das ZDF-NachrichtenstudioLa PresseMontréal | Un homme de 49 ans manque à l’appelХабрShared memory в ROS 2 Humble: CycloneDDS + iceoryx на практикеScreen RantJames Cameron Reacts To Avengers: Endgame Box Office Record With Epic Image
The Daily Newsstand · Free, Always
Saturday, October 17, 2026

Entidades apontam desempenho atípico de vídeos de Nikolas no Instagram

Translate
RESUMO +

Um relatório do Sleeping Giants Brasil comparou 300 Reels de 30 perfis e identificou desempenho atípico dos vídeos de Nikolas Ferreira no Instagram. A mediana de visualizações por seguidor do deputado foi 17,2 vezes a mediana dos outros nove parlamentares analisados. Os dez vídeos selecionados superaram, individualmente, sua base de 23 milhões de seguidores. Os autores ressaltam que os dados não comprovam favorecimento pelo algoritmo. A Meta nega interferência eleitoral e atribui episódios recentes a falhas técnicas.

Um relatório do Sleeping Giants Brasil aponta uma diferença expressiva entre as visualizações dos vídeos do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) no Instagram e as de outros perfis analisados. O levantamento reúne indícios de distribuição atípica, mas não permite concluir que houve favorecimento pelo algoritmo da Meta, dona da plataforma.

O estudo comparou os dez Reels mais recentes de 30 perfis, num total de 300 vídeos, com dados coletados em 11 de outubro. A mediana de Nikolas foi de 38,25 milhões de visualizações por vídeo, o equivalente a 166,3% de sua base de 23 milhões de seguidores naquele momento.

No indicador de visualizações por seguidor, o resultado do deputado foi 17,2 vezes a mediana dos outros nove parlamentares, 29,3 vezes a dos dez grandes perfis brasileiros e 33,7 vezes a dos dez grandes perfis globais selecionados. A comparação descreve a amostra, sem demonstrar a causa da diferença.

A discussão ocorre em meio à acusação da campanha de Lula de que a Meta favorece Flávio Bolsonaro. A empresa nega tratamento preferencial a candidatos ou grupos políticos.

O que os vídeos de Nikolas mostram

O Sleeping Giants dividiu a comparação em três grupos: nove deputados federais com grandes bases de seguidores, três de cada campo político; dez grandes perfis brasileiros, como Neymar, Anitta e Virginia Fonseca; e dez grandes contas globais, como Cristiano Ronaldo, Selena Gomez e Kim Kardashian.

Todos os dez vídeos de Nikolas tiveram mais visualizações do que o número de seguidores da conta. O menos visto chegou a 23,3 milhões. Nenhum outro perfil repetiu o resultado em todas as dez publicações selecionadas.

Dos 300 vídeos da amostra, 24 superaram a base de seguidores do próprio perfil. Dez eram de Nikolas.

Em números absolutos, os dez vídeos do deputado somaram 410,5 milhões de visualizações. Os 90 vídeos dos outros nove parlamentares, juntos, ficaram em 141,4 milhões, embora esses perfis reunissem cerca de 1,6 vez mais seguidores.

A mediana de Nikolas foi a terceira maior entre os 30 perfis, atrás apenas das de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. O resultado também superou o de Neymar, que tinha uma base cerca de dez vezes maior.

Para os autores, chama a atenção a regularidade. O coeficiente de variação, medida que indica quanto os resultados se afastam da média, foi de 35,2%, o segundo menor da amostra. Isso mostra que a vantagem observada não ficou concentrada em um ou dois vídeos.

André Janones e Erika Hilton também tiveram medianas superiores às respectivas bases de seguidores: cerca de 109% e 102%. O relatório ressalta, assim, que desempenhos elevados apareceram em diferentes campos políticos, embora nenhum dos dois tenha combinado o mesmo patamar e a mesma regularidade de Nikolas.

O que falta saber sobre o alcance

O contador público de visualizações inclui repetições e não informa a origem das reproduções. Por isso, superar o número de seguidores não significa necessariamente alcançar mais pessoas diferentes nem comprova que a plataforma recomendou os vídeos a quem não seguia o perfil.

Os dados públicos mostram a diferença de desempenho, mas não provam favorecimento pelo algoritmo.

O estudo considera quatro explicações que podem se combinar: favorecimento algorítmico, bom desempenho constante dos conteúdos, circulação por redes de contas e grupos e promoção paga por terceiros. Segundo os autores, a amostra não permite separar essas hipóteses.

Há também diferenças nas datas de publicação. Quatro dos dez vídeos de Nikolas foram publicados até o primeiro turno, em 4 de outubro, e seis depois. As visualizações foram coletadas em 11 de outubro; o levantamento não mostra quantas ocorreram antes ou depois da votação.

A Resolução nº 23.610 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alterada pela Resolução nº 23.732/2024, prevê a exclusão dos sistemas de recomendação dos canais e perfis informados à Justiça Eleitoral e de seus conteúdos, ressalvadas as hipóteses legais de impulsionamento pago. O relatório reconhece que não esclareceu como a restrição foi aplicada, após o primeiro turno, aos deputados cuja disputa já havia terminado.

Em outra frente, o TSE manteve por unanimidade, na sexta-feira, 16, uma decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze para assegurar tratamento igualitário aos conteúdos das candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), segundo a Agência Brasil e a CNN Brasil. A medida prevê multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento.

Em comunicado publicado na sexta-feira, 16, a empresa negou interferência eleitoral e afirmou que seus sistemas não distribuem conteúdo com base em ideologia política. A Meta disse que uma falha de contagem de Reels em 7 de outubro afetou criadores em mais de 100 países, sem interromper a distribuição dos vídeos, segundo sua versão.

A companhia também reconheceu erros na conta de anúncios da campanha de Lula e nos filtros da Meta AI, mas negou motivação política. O comunicado trata das acusações sobre a eleição e não apresenta uma resposta específica aos números do relatório do Sleeping Giants.

View the original on Exame →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.