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Saturday, October 10, 2026

00h. Sporting vence em Braga com reviravolta na 2.ª parte

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Da Laura Figueiredo. Laura, boa noite mais uma vez. Começamos esta edição pelo desporto. No regresso do campeonato, o Sporting venceu em Braga por três bolas a uma e com uma reviravolta conquistada na segunda parte.

O Sporting regressa assim aos triunfos na Primeira Liga, depois de dois empates. Autogol do guarda-redes Rui Silva aos 41 minutos deu vantagem aos arsenalistas, mas na segunda parte, Luiz Soares aos 66, o guarda-redes Bernardo Fontes aos 71 na própria baliza e Rodrigo Zalazar aos 82, selaram a reviravolta. No final da partida, o treinador do Sporting, Rui Borges, fala no início do jogo com más decisões.

Uma primeira parte algo equilibrada até, mas dentro desse equilíbrio, acho que tivemos várias situações para poder fazer gol. Não fizemos, muita demora na finalização, más decisões, mas algumas boas aproximações perto da baliza do Braga. Acho que acabava por ser um resultado bastante injusto ao intervalo, na minha perspectiva, daquilo que tinha sido o jogo. Acho que a haver alguém a ganhar, tinha que ser o Sporting nessa primeira parte. Uma segunda parte onde entramos mal, nos primeiros cinco minutos. E depois disso, crescemos, melhoramos, aumentamos a intensidade dos duelos, aumentamos a intensidade de encurtamentos.

E na reação à derrota, o treinador do Braga, Carlos Vicent, diz que ao longo do jogo a equipa colocou sempre um desafio difícil ao Sporting e deixa elogios à atitude dos jogadores por não desistirem da vitória.

Foi um jogo em que acredito que a equipa demonstrou, desde o início, que queria buscar a vitória. Com a pressão alta do Sporting, a equipa não se intimidou com a bola e tentou sempre encontrar soluções para atacar. É verdade que fomos para o intervalo com a recompensa do gol, mas continuamos a esforçar-nos muito na pressão e a colocar o Sporting em dificuldades.

O treinador do Braga, Carlos Vicent, na flash interview depois do jogo, em declarações captadas pela Sport TV. Com este resultado, o Sporting sobe provisoriamente ao segundo lugar com 18 pontos, mais dois do que o Benfica e menos três do que o Futebol Clube do Porto, enquanto o Sporting de Braga, que tem um jogo em atraso, está no grupo dos quintos, com 11.

E seguimos nesta edição da meia-noite com política. André Ventura rejeita, Laura, que o Chega esteja a embirrar com o Orçamento Estado para 2027 e reitera as críticas ao PS pelo anúncio da viabilização.

No discurso de abertura no Conselho Nacional do Partido, esta noite André Ventura diz que a missão do Chega ainda não está cumprida, sublinha as diferenças com o Partido Socialista na discussão orçamental durante os últimos dias.

Quando não desistimos de confrontar o primeiro-ministro com o aumento do preço dos combustíveis, com o aumento do preço dos alimentos, com o que gastamos em Estado e não damos às pessoas, nós não estamos a querer nem embirrar, nem destruir o Estado. Nós estamos a querer mostrar que não existimos para nós. E por isso também aí não temos a nossa missão cumprida, porque vamos ter mais um Orçamento do Estado, provavelmente com o beneplácito do Partido Socialista, que nem sequer viu o Orçamento e que o decidiu aprovar.

O líder do Chega reafirmou ainda as críticas feitas à comissão de inquérito ao ministro da Administração Interna. André Ventura diz que o sistema político se juntou para proteger Luís Neves.

Vimos isso com António Costa, vimos isso com Luís Montenegro, o mesmo país de esquemas, o mesmo país da cunha, o mesmo país do conluio, o mesmo país em que os Luís Neves desta vida se multiplicam e se assomam com o poder de ameaçar os outros, dizendo que permanecem porque querem permanecer, mesmo que cometam ilegalidades. E ainda agora vimos isso no caso da comissão de inquérito ao próprio Luís Neves. Um país que se junta nos seus interesses mais profundos para abafar, para defender, para proteger, para continuar a defender os interesses instalados, não é o país que nós queremos.

Declarações de André Ventura no Conselho Nacional do Chega, esta noite em Lisboa, onde anunciou ainda a recandidatura à liderança do partido.

E seguimos com o Partido Socialista, que diz ter dúvidas sobre se as verbas previstas no Orçamento do Estado para os projetos pós-PRR são, Laura, suficientes.

Dúvidas manifestadas por José Luís Carneiro, mas que reforçam o que já foi dito ontem pelo deputado António Mendonça Mendes. Depois de apresentada a proposta do governo para o orçamento do próximo ano, o socialista António Mendonça Mendes disse que o PS quer perceber se o Executivo cumpriu duas das condições colocadas pelo PS para viabilizar a proposta de orçamento, tais como o caso dos investimentos para a conclusão dos projetos do PRR e também para a recuperação dos prejuízos das tempestades. Hoje, à margem de uma visita a Vila Franca de Xira, José Luís Carneiro diz que o PS vai analisar detalhadamente a proposta orçamental.

O primeiro-ministro deu a sua palavra também na Assembleia da República hoje, mas agora vamos olhar para o orçamento com toda a atenção, para verificar se os recursos financeiros que estão previstos são ou não suficientes para essas necessidades. Se não forem suficientes em sede de orçamento, é preciso conhecer quais são as outras eventuais fontes de financiamento desses investimentos.

Declarações do secretário-geral do PS, que surgem horas depois de o primeiro-ministro Luís Montenegro ter garantido no debate quinzenal no Parlamento que os planos do Executivo para os investimentos pós-PRR e para a recuperação dos prejuízos das tempestades estão a ser executados.

E Laura, o governo diz que está concluído o objetivo de participação do Estado no capital da REN.

A seguradora Fidelidade chegou a acordo com a Parpública para vender a participação que tem na REN, que é de 5,2%. Com esta aquisição, o Estado garante agora 19% do capital da gestora das redes de energia. O governo tinha estabelecido como objetivo a compra de até 20% do capital da REN. O processo começou com a aquisição dos 13,7% detidos pelo empresário espanhol dono da Zara. A Fidelidade é controlada pelo grupo chinês Fosun, que é o maior acionista do BCP. A operação só será concretizada depois do visto do Tribunal de Contas. O valor não foi revelado, por enquanto.

E Mário Centeno descarta, Laura, qualquer conflito de interesses por ter sido contratado pela empresa do Abanca.

A contratação do ex-governador do Banco de Portugal para administrador não executivo da seguradora do Ebanca foi tema na discussão parlamentar, no debate quinzenal desta sexta-feira. Paulo Núncio, deputado centrista que habitualmente assume posições críticas contra o reformado e aposentado Mário Centeno, trouxe o tema para o debate, mas Mário Centeno garante ao Observador que não vai trabalhar com o banco, mas sim com a seguradora, que diz ser um setor que nunca esteve sob a supervisão do ex-governador. Ao Observador, Centeno explica que não tinha de pedir autorização ao Banco Central Europeu, mas, ainda assim, informou à autoridade monetária de que estava em negociações com a empresa do Ebanca. O BCE confirmou, segundo Centeno, que um ano depois da saída do governador do Banco de Portugal, não haveria problema em assumir aquele cargo.

E no Panamá, Laura, foi registrado um segundo sismo, desta vez de magnitude 6,6, poucas horas depois do primeiro tremor de terra de magnitude 7,7 na escala de Richter.

O primeiro sismo com epicentro na região centro-sul do país, a 10 km de profundidade, obrigou a evacuações em massa e causou danos materiais em todo o país. Antes do segundo tremor de terra, o Serviço Geológico Norte-Americano deu conta da ocorrência de pelo menos cinco sismos secundários com magnitude superior a cinco. Já os sismólogos da Universidade do Panamá registaram mais de 45 réplicas, embora muitas fossem demasiado fracas para serem sentidas. O Serviço Nacional de Proteção Civil adianta que os danos se concentraram nas províncias centrais de Veraguas, Herrera e Los Santos. Na capital, conhecida pelas centenas de arranha-céus, não houve relatos de danos. Há, no entanto, vários feridos a registar. A imprensa local dá conta do desabamento da igreja de San Atanásio, na província de Los Santos, que tinha sido declarada patrimônio histórico nacional em 1938.

E tempo ainda para falar dos Estados Unidos, Laura, que suspenderam as sanções ao gasóleo russo até abril do próximo ano.

Um anúncio feito pelo presidente norte-americano na rede social Truth Social. Donald Trump garante que Vladimir Putin se comprometeu a fornecer imediatamente 300 mil toneladas de gasóleo para o mercado americano e mundial ao longo de vários meses. O presidente norte-americano explica que, dependendo do estado das refinarias russas, numa referência aos ataques ucranianos à infraestrutura energética de Moscovo, espera que a Rússia entregue num curto período de tempo três milhões de toneladas de diesel. Trump assegura que os preços de combustível vão baixar rapidamente e em números recordes para os americanos e para o mundo. O Kremlin também já confirmou este acordo. O enviado especial de Putin para a cooperação internacional, econômica e de investimento, Kirill Dmitriev, diz que se trata de algo que vai beneficiar o mundo. Já o presidente ucraniano condena a decisão dos Estados Unidos. Volodymyr Zelensky diz que vai ser uma forma de Moscovo intensificar os ataques contra a Ucrânia.

Nove minutos para lá da meia-noite. Tempo agora de atualizar outras notícias que estão a marcar esta noite de sexta-feira, Laura.

O presidente da República promulgou o decreto do Parlamento que estabelece regras de utilização de bandeiras em edifícios públicos, depois de ter vetado um primeiro diploma sobre a matéria. Numa nota oficial, António José Seguro explica que as alterações introduzidas pela Assembleia da República depois do veto respondem significativamente às objeções que tinha levantado anteriormente. A nova versão do decreto sobre regras para hastear bandeiras em edifícios públicos foi aprovada no Parlamento a 18 de setembro, com votos favoráveis do PSD e Iniciativa Liberal, tendo ainda contado com as abstenções do CDS e do Chega. A primeira versão deste decreto, que partiu do CDS e foi vetada pelo presidente da República em junho, proibia o hastear de bandeiras de natureza ideológica, partidária ou associativa. A Câmara Municipal de Gaia voltou a rejeitar a construção de uma estação de linha ferroviária de alta velocidade em Santo Ovídio e exige que seja avaliada a alternativa na zona de Mafamude e Vilar do Paraíso. No comunicado divulgado esta sexta-feira e a poucos dias do lançamento da primeira pedra da linha de alta velocidade, a autarquia recorda que esta posição do município já é conhecida e tem sido transmitida de forma consistente às entidades competentes. Citado na nota, o presidente da Câmara Municipal de Gaia, Luís Filipe Menezes, alerta para a enorme gravidade potencial dos impactos de pelo menos cinco anos de constrangimentos na mobilidade. O autarca fala também no risco de prejuízos muito graves para o comércio local, além das dificuldades de acesso ao Hospital de Gaia. No Brasil, um homem armado com uma faca invadiu uma escola pré-primária em Curitiba e fez pelo menos 13 crianças reféns. No local esteve uma equipa do Batalhão de Operações Policiais Especiais. Entretanto, as autoridades dizem ter matado o suspeito. As crianças foram resgatadas em segurança.

É a notícia de fecho da edição da meia-noite na Rádio Observador com a Laura Figueiredo. Fica por aqui a noite informativa desta sexta-feira, Laura. Desejo-te um bom descanso.

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