Por voto de ausentes, Lula terá 'campanha do medo' e Flávio foca em mudança

A abstenção neste primeiro turno atingiu 33,4 milhões de eleitores (21,6%), um recorde. No páreo de 2022, a abstenção foi de 32,770.982 (20,95%) no primeiro turno, com um recuo de 500 mil eleitores no segundo: 32.200.558 ausentes, sendo 20,59% do eleitorado. No entanto, naquela eleição, não houve por parte dos candidatos um esforço concentrado para convencer os ausentes a votarem no segundo turno, o que o PT quer fazer agora.
De olho na abstenção, Lula fez uma campanha na reta final do primeiro turno, mas focada apenas no eleitor 70+, que soma mais de 17 milhões de pessoas. A ideia agora é fazer uma campanha atraente para os grupos que compõem os 33 milhões de ausentes, que inclui todas as faixas etárias.
O PT aposta também em uma agenda positiva nessas três semanas de campanha, liderada pela votação do fim da escala 6x1, que será apresentada no Senado nesta terça-feira. No dia 19 de outubro, outro fato pode afetar o humor dos eleitores: o recebimento do Bolsa Família reajustado (de de R$ 600 para R$ 691).
O desafio, antes mesmo de começar a corrida, é manter mobilizada e animada a militância. Lula falou no domingo que a votação tinha dado uma "lição" sobre democracia. Mas o tsunami bolsonarista varreu as eleições regionais, as disputas pelo Congresso e pelas Assembleias Legislativas. É um cenário difícil para os petistas, que, mais que encolher numericamente, perderam força política.
Outro problema que a campanha enfrenta é a lavação de roupa suja. Com o baque da superioridade de Flávio sobre Lula no primeiro turno, acirrou-se a troca de acusações sobre quem é o responsável pela série de erros do petista neste primeiro turno.
A campanha de Lula terá também reforços do Nordeste. Com votação maciça na Bahia, o senador eleito Rui Costa deve integrar a coordenação, assim como Camilo Santana, ex-ministro de Lula que coordenou a campanha vitoriosa de Elmano de Freitas sobre Ciro Gomes no Ceará. Há a expectativa de inclusão do marqueteiro Otávio Antunes no marketing de Lula. Ele fez a campanha derrotada de Fernando Haddad, mas é bastante querido no PT, mantendo contratos de publicidade com o partido nos últimos anos.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.