Lula e o PT votaram contra a Constituição de 1988? Entenda a decisão citada por Flávio em debate
O voto do PT contra a redação final da Constituição de 1988 voltou ao debate eleitoral na noite desta sexta-feira, 23, quando o senador Flávio Bolsonaro (PL) mencionou o episódio no confronto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na TV Globo.
À época deputado constituinte, Lula orientou a bancada a rejeitar o texto, mas assinou a Carta Magna na promulgação.
As discussões ocorreram durante o último debate entre os candidatos à Presidência da República. A votação para o 2º turno ocorre neste domingo, 25.
Por que o PT votou contra a Constituição de 1988?
A posição do partido na Assembleia Nacional Constituinte se baseava na avaliação de que a proposta não contemplava os interesses dos trabalhadores. A legenda defendia um texto próprio. Apesar do voto contrário, os 16 constituintes petistas, entre eles Lula, assinaram a Constituição aprovada.
Em 2013, durante uma cerimônia pelos 25 anos da Carta Magna na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Lula reconheceu que o país seria "ingovernável" se a proposta do PT tivesse prevalecido.
"Se a nossa Constituição fosse aprovada, o país seria ingovernável, porque nós éramos duros na queda e muito exigentes. Votamos contra porque queríamos algo mais radical, que não foi possível porque só tínhamos 16 deputados", disse Lula em evento comemorativo dos 25 anos da Constituição, na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Flávio retoma voto do PT durante o debate
No debate, Flávio Bolsonaro citou a Constituinte ao questionar posições do PT no Congresso, entre elas a rejeição ao Marco Legal do Saneamento Básico. Em resposta, Lula afirmou que o partido foi acusado "injustamente" de não ter assinado a Constituição.
O presidente também relatou ter entregue a Ulysses Guimarães uma proposta de texto e de regimento interno no dia da instalação da Constituinte.
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