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Sunday, November 8, 2026

Kimi Antonelli tenta ser o primeiro italiano no topo do pódio da F1 no Brasil

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Kimi Antonelli já quebrou ao menos duas grandes escritas na temporada 2026 da F1 e pode, no domingo (8), acabar com outra. Nunca um italiano subiu ao lugar mais alto do pódio da principal categoria do automobilismo em território brasileiro.

No ano em que conquistou pela primeira vez o título, o piloto de 20 anos fez a Itália ganhar um GP de Monza após 60 anos e ter um piloto campeão depois de 73 anos.

"Se pudesse escolher uma corrida para vencer, seria esta", afirmou Antonelli ao chegar a São Paulo.

Em Interlagos, Antonelli pode se tornar o segundo piloto de seu país a vencer a prova. A primeira vez foi em 2003, com Giancarlo Fisichella. O então piloto da Jordan, entretanto, não foi para o lugar mais alto do pódio. Quem apareceu na foto foi o finlandês Kimi Raikkonen, da McLaren. A vitória do italiano só foi declarada cinco dias depois, após a FIA (Federação Internacional do Automóvel) corrigir um erro de cronometragem.

CORRIDA MALUCA

Em 2003, a vitória de Fisichella foi apontada após uma série de confusões dentro e fora da pista. O piloto da Jordan só foi declarado vencedor cinco dias depois da corrida, após reunião de emergência, em Paris.

A corrida, que viu até o alemão Michael Schumacher, da Ferrari, rodar, acabou na 55ª volta, 16 antes do previsto.

Segundo o regulamento vigente, caso uma corrida fosse interrompida antes de seu final, valeria a classificação da penúltima volta percorrida. Dessa forma, valeria a 53ª, quando o italiano ainda não havia ultrapassado o finlandês Kimi Raikkonen. Porém a FIA detectou dias depois que Fisichella já havia iniciado a 56ª volta quando a corrida foi encerrada.

Naquele momento, há mais de duas décadas, a medição dos tempos de uma prova de F1 era feita a partir de antenas instaladas em pontos estratégicos do circuito. Uma delas ficava ao lado da linha de largada/chegada.

As antenas recebiam sinais emitidos por pequenos transmissores instalados nos carros. Os transmissores emitiam sinais em diferentes frequências para os responsáveis pela medição diferenciarem os tempos de cada piloto.

Dessa forma, Raikkonen, que comemorou em Interlagos o primeiro lugar, terminou oficialmente como segundo colocado da prova. O brasileiro Rubens Barrichello, da Ferrari, largou na pole e abandonou a prova por pane seca (falta de combustível) quando era o líder, na 46ª volta.

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