Vídeo: Malévola e amiga desembarcam em SP após ficarem presas por 2 dias no Egito: 'Finalmente chegamos ao Brasil'

As influenciadoras brasileiras Mariana Alves, conhecida como Malévola, e Bruna Mercatelli desembarcaram por volta das 22h30 desta quinta-feira (22) no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Elas retornaram ao país após ficarem dois dias presas no Egito sob a acusação de "comportamento obsceno".
"Finalmente chegamos ao Brasil", disse Malévola ao lado de Bruna, num vídeo que gravaram e encaminharam para o g1 (veja acima). As duas disseram ter pago juntas fiança de R$ 8 mil para serem soltas e responderem ao processo em liberdade.
"Graças a Deus", completou Bianca. "Depois de muito sufoco passado".
"Um sentimento de alívo, né, amiga?", comenta Malévola. "Ser recebida com tanto carinho pelos brasileiros é incrível. Acho que igual os brasileiros não tem."
"Eu não volto para o Egito de maneira alguma. A gente tá sem celular, a gente não teve acesso a comida, a gente não teve acesso a água... foram 24 horas numa sala, sentadas numa cadeira de ferro ali em Alexandria", lembrou Malévola.
Malévola e Bruna chegam ao Brasil após prisão no Egito — Foto: g1
Malévola gravou vídeo no qual chora e diz ter sido 'muito humilhada'. Ela postou denúncias de que ela e a amiga foram presas e abusadas por policiais por serem trans. — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
A defesa da influenciadora Mariana Alves, conhecida como Malévola, afirmou nesta quinta-feira (22) que vai acionar o Itamaraty e organismos internacionais de direitos humanos para apurar as denúncias de transfobia e abuso feitas por ela e pela amiga Bruna Mercatelli contra a polícia do Egito.
"A gente pretende acionar o Itamaraty para tomar as medidas cabíveis de forma diplomática, e dependendo até Comissão Internacional de Direitos Humanos, da pessoa LGBT e tudo mais", disse nesta quinta ao g1 o advogado Jonatha Carvalho Matos.
Ele quer que o Ministério das Relações Exteriores do Brasil e canais diplomáticos e internacionais investiguem as denúncias feitas por Malévola contra autoridades egípcias. O crime de transfobia existe no Brasil, mas não no Egito.
Malévola e Bruna foram detidas sob acusação de assediar pessoas nas ruas. A polícia local informou que as brasileiras gravaram e divulgaram vídeos considerados ofensivos e com gestos de cunho sexual em vias públicas.
'Fui muito humilhada', diz Malévola

'Fui muito humilhada', diz influencer Malévola Alves após deixar a prisão no Egito
"Eu fui muito humilhada, muito humilhada, muito humilhada. Muito humilhada, gente. Muito humilhada. Eu não paro de chorar desde a hora que eu cheguei aqui em Marrocos", diz Malévola na gravação. Ela tem mais de 1,4 milhão de seguidores no Instagram.
Em uma publicação, a influenciadora escreveu que os agentes teriam deixado claro que a detenção dela e da amiga ocorreu em razão de suas identidades de gênero. Malévola também relatou ter sofrido crises de ansiedade e pânico após o episódio.
Nas mensagens publicadas em seu Instagram, a influencer escreveu: "Eles deixaram claro que a prisão foi porque éramos trans" e que teve de "ficar pelada".
"E quando viram a minha vagina começaram a me tratar bem", relatou Malévola. Ela ainda postou que foi "abusada" com Bruna "por diversos policiais."
Celular de Malévola não foi devolvido
A influencer Malévola Alves — Foto: Reprodução
Segundo o advogado das brasileiras, o celular de Malévola acabou apreendido pelas autoridades egípcias e não foi devolvido.
"O telefone ficou apreendido. Eles não devolveram o telefone dela. Ela está voltando ao Brasil sem o telefone", afirmou Jonatha.
Depois de pagarem fiança e serem liberadas, as influencers devem desembarcar por volta das 22h30 desta quinta no Aeroporto Internacional em Guarulhos, Grande São Paulo.
Malévola Alves e Bruna Mercatelli em delegacia no Egito em outubro de 2026. — Foto: Divulgação/Ministério da Informação do Egito
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