Corregedor do TSE pede que Kassio mande caso 'Exército do Lula' ao plenário

O "Exército do Lula" foi criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para que os apoiadores do presidente compartilhem mensagens da campanha nas redes sociais. O canal só pode ser retomado após 48 horas do protocolo no TSE, segundo o ministro.
No despacho de hoje, o corregedor afirmou que o impasse "reforça a necessidade de imediata apreciação colegiada da matéria, especialmente diante da proximidade do segundo turno das eleições e da relevância institucional da controvérsia."
Cueva disse ainda que o caso não trata apenas do funcionamento de um canal de comunicação eleitoral, mas envolve a delimitação das competências institucionais da Presidência e da Corregedoria do TSE.
A urgência da providência decorre da proximidade do segundo turno das eleições e da necessidade de assegurar, em tempo útil, uma solução colegiada que prestigie o diálogo, a harmonia institucional e a delimitação das competências da Presidência e da Corregedoria-Geral Eleitoral. Corregedor do TSE
Na decisão em que barrou o canal, Nunes Marques decidiu que postagens serão monitoradas pelo TSE e determinou à Meta acompanhamento das publicações dos canais durante período eleitoral. As plataformas deverão identificar e retirar imediatamente conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes àqueles que já sejam alvo de ordens judiciais de remoção.
O "Exército do Lula" já ultrapassou a marca dos 4 milhões de seguidores. Criado após o resultado do primeiro turno, o grupo reúne apoiadores do presidente Lula e divulga mensagens para mobilizar sua campanha de reeleição. Janones compartilha áudios, vídeos e orientações aos participantes sobre como disseminar conteúdos da campanha petista nas redes.
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